Alfaiataria teve queda de 70% na pandemia

Diversos segmentos foram impactados desde o início da quarentena instaurada no Brasil. O setor de alfaiataria, por exemplo, teve que buscar alternativas para sobreviver desde 2020.

Estilista

O estilista Ricardo Almeida é reconhecido pelos ternos de alto padrão, mas durante a pandemia do novo coronavírus o negócio voltado para a moda masculina foi diretamente afetado.

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Ricardo afirma que o maior desafio que teve de enfrentar nesse período foi a rápida mudança ao que denomina como “código de vestimenta” para o trabalho, pois houve os trabalhadores migraram dos escritórios para o home office. 

Diante desse cenário, o estilista pontuou que houve uma queda de 70% nas vendas somente no ano passado.

Novos projetos

Apesar do impacto, Ricardo viu uma alternativa para driblar a pandemia e investiu em uma linha mais casual. Para isso, o estilista elaborou peças com malharia, jeans, moletom e polo, pois é o que as pessoas têm usado em casa. 

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“E implementamos o e-commerce, que acelerou nossa venda. Temos também o projeto de sofisticar mais ainda a marca, trabalhando produtos com mais valor, como a camisa de R$819 de fio especial.” completou Ricardo.

Dessa forma o estilista e sua equipe alegam estar em processo de recuperação, apesar de também terem enfrentado problemas com falta de matéria-prima e o aumento de preços dos insumos.

Sob medida

A Reichert Confecções está no ramo de atuação há mais de 60 anos e também sofreu com os impactos da pandemia. 

Pela ausência de cerimônias e celebrações como casamentos, formaturas e premiações, a confecção de trajes sociais sob medida prejudicou o escoamento das produções.

Home Office e restrição a eventos impactaram o setor de alfaiataria

De acordo com Carlos Reichert, responsável pela empresa, “Em Marechal Rondon, pelo menos três empresas que vendiam ternos fecharam. Se acontece isso também em outras cidades, o fabricante não tem para quem vender ”.

Carlos revela ainda que foram as vendas externas que garantiram o balanço financeiro da empresa.

Faturamento zerado

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Ele também lembra que teve que fechar a empresa por conta dos decretos do governo e ficou sem faturamento. “As mudanças iniciais eram de que em 60 dias isso iria passar, mas não aconteceu e a situação só se agravou.” completou

O empresário lembra ainda que precisou reduzir o quadro de funcionários de uma das empresas, pois eles precisavam cuidar dos filhos em casa. “Chegamos a ter 50 funcionários, mas hoje estamos com 38 ”, pontua Carlos.

Além disso, Carlos comentou que uma linha de produção está parada na Reichert. “Novamente, nossos funcionários estão em casa por conta do governo”.

Apesar disso, o empresário admite que pensa em contratar os funcionários novamente depois que a situação estiver normalizada, uma vez que são funcionários treinados.

Alternativas

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Pensando em melhorar as finanças da empresa, a Reichert Confecções, bem como outras indústrias, precisou modificar os produtos oferecidos.

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De acordo com Carlos “não se pode simplesmente mudar de nicho”. Sendo assim, a empresa deu início a uma linha feminina, mas aponta que o processo de adesão não tem sido rápido e que tal mudança não chega nem a 5% do faturamento.

Recuperação

Mesmo com todas as dificuldades e com a ausência de cerimônias, principalmente de casamentos, Carlos aponta que os orçamentos de noivos não foram suspensos e que ocorrem diariamente. 

“Existe grande procura por trajes de casamento. Há pessoas querendo casar, mas adiam porque não podem fazer festa. Acredito que a situação se normalize com a vacinação. Os idosos que já se vacinaram, por exemplo, voltaram a comprar conosco. Muitos são clientes da empresa ao longo desses 60 anos e não nos trocam ”, comenta.

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Apesar do último ano não ter sido animador, Carlos aponta que com o avanço do processo de imunização contra a Covid-19 a situação financeira da empresa pode melhorar.

“Do ano passado para cá, o faturamento caiu 70%. Mesmo assim, não penso em fechar, porque é uma empresa de família. Eu faço minha parte, coloco dinheiro e mantenho nossos funcionários ”, afirma Carlos.

Fonte: O Presente e Estadão

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo atuante na chamada "massa de mídias", trazendo mais um braço da pluralidade de opinião em detrimento do mito da imparcialidade.
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