Arrecadação de impostos pela Receita Federal em maio foi a maior desde 2000

Arrecadação de impostos Receita Federal

Em maio de 2021 a Receita Federal bateu o recorde de arrecadação de impostos, tendo o maior pico desde os anos 2000.

O montante foi de R$ 142,106 bilhões em impostos e contribuições federais, representando um aumento de 69,88% em relação a 2020.





Mas não foi só em maio que a arrecadação da Receita Federal esteve maior. Ao longo de todo 2021 os meses fecharam em alto, mais especificadamente com um aumento de 21,17% segundo os cálculos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No acumulado de 2021 a arrecadação foi de R$ 711,927 bilhões. 

Confira no gráfico a seguir o histórico anual de arrecadação federal das últimas décadas:

Histórico de Arrecadação da Receita Federal
Histórico de arrecadação anual da Receita Federal com impostos e contribuições | Imagem: G1

Por que aumentou a arrecadação de impostos federais?

Em pronunciamento sobre o recorde a Receita Federal explicou à imprensa que:





O resultado pode ser explicado, principalmente, pelos fatores não recorrentes, como recolhimentos extraordinários de, aproximadamente, R$ 16 bilhões do IRPJ/CSLL de janeiro a maio de 2021 e pelos recolhimentos extraordinários de R$ 2,8 bilhões no mesmo período do ano anterior”, diz a nota.

O governo federal, por sua vez, informou que o aumento de arrecadação foi uma consequência do crescimento em todas as dimensões tributárias. Como exemplo, está o aumento das importações em dólar (70,65) e na emissão de notas fiscais eletrônicas (63,6%).

A necessidade de devolução do auxílio emergencial por meio do Imposto de Renda 2021 também ajudou a compor o montante recordista, já que a arrecadação do IR também foi maior em relação aos últimos anos. No total, foi recolhido R$ 4,5 bilhões de IRPJ/CSLL.

Além disso, a comparação com o ano passado deve considerar os impactos da pandemia do covid-19 na economia. Em 2020, as medidas de distanciamento social estava mais rígidas e as empresas sofreram diretamente os impactos da diminuição de renda e consumo.

Também é válido considerar que em 2020 o governo federal adiou o pagamento do PIS/Pasep e Confins e também a arrecadação previdenciária, o que gerou um grande déficit para a arrecadação da Receita.

Enquanto isso, em 2021 os pagamentos do Pis/Pasep e da previdência foram realizados entre abril e maio, o que ajudou a inflar os dados da arrecadação federal.

Outro fator de influência é a ligeira recuperação econômica. Afinal de acordo com as últimas pesquisas entre maio e junho houve o faturamento das empresas e da confiança do consumidor.





Ou seja, os brasileiros estão gastando mais, as empresas faturando mais e consequentemente, destinando mais dinheiro ao imposto ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação) que incide sobre o percentual de vendas das empresas.

Em pronunciamento oficial, o ministro da economia, Paulo Guedes comentou a arrecadação:

É inequívoco que o Brasil já se levantou e a economia está caminhando com velocidade bem acima da que era esperada na virada do ano […] Nesse segundo capítulo da reforma tributária, que já enviamos, mandamos sinal muito claro: nosso governo quer reduzir em termos reais a arrecadação sobre as empresas. Se a arrecadação vier acima do que esperávamos, temos de transformar isso em simplificação e redução de outros impostos. Anunciamos redução de 2,5% no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, mas queremos passar isso para 5% nos próximos anos. Estamos recalibrando nossos cálculos para ver se isso já é possível.”, disse o ministro.

Entre as alterações já comunicadas está a diminuição da tributação para trabalhadores de baixa renda e aumento da tributação para rendimentos de capitais, que antes eram isentos. Acompanhe mais notícias sobre as mudanças no Imposto de Renda.

Fonte:Agência Brasil, G1, Receita Federal



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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e pós-graduanda em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.
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