Aumento de preços de remédios preocupa 43% da população brasileira

Em 2021 muitos produtos básicos tiveram aumento de preço. Por aqui, noticiamos o aumento no valor dos alimentos da cesta básica, da energia elétrica, gás de cozinha, combustível…, mas uma variação que também preocupa os brasileiros é a do preço dos medicamentos.

Segundo maioria da população (43%) o preço de remédios aumentou muito. A percepção da variação de valores de medicamentos é ainda maior entre as mulheres (71,4%).

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A constatação foi identificada pelo estudo realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas realizado com 2 mil pessoas em 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.

Aumento de preços de remédios preocupa brasileiros
Aumento de preços de remédios preocupa brasileiros | Imagem: Fotos Públicas

Aumento de preços dos remédios preocupa os brasileiros

Os dados coletados pela pesquisa demonstram uma preocupação dos brasileiros sobre o preço dos remédios:

  • 43% disse que o preço dos remédios subiu muito nos últimos 30 dias;
  • 49,1% das mulheres disse  que o preço dos remédios aumentou muito;
  • 35,5% dos homens disse que o preço dos remédios aumentou muito;
  • 34,6% disse que o preço dos remédios aumentou;
  • 18%  disse que o preço dos remédios não alterou;
  • 1,4% disse que o preço dos remédios diminuiu;
  • 3,1% não soube opinar

Além das mulheres, os idosos também são os que mais sofrem com o aumento de preços das medicações. De acordo com o estudo, 55,9% dos entrevistados considera que o valor dos remédios aumentou muito.

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A medida que a faixa etária diminui, a sensação de preocupação em relação a alta de preço de produtos farmacológicos também cai. Por exemplo,  na faixa etária de 45 a 59 anos 48,7% acredita que o preço aumentou muito. Já entre as pessoas com 16 a 24 a mesma percepção ocorre para somente 27,8% dos entrevistados.

Confira também:

Projeto de Lei pede a suspensão de novos aumentos nos remédios

O último reajuste do preço de medicações no Brasil aconteceu na virada de março para abril de 2021, com uma elevação de 10,08% – o maior desde 2016 que, no mesmo período, ficou em 6,10%.

Reajuste preço de medicamentos 2021
Reajuste preço de medicamentos 2021 | Imagem: G1

A explicação para a última alta de preços foi a elevação do preço do dólar, o que resultou em aumentos significativos para anti-bióticos, remédios para diabetes, analgésicos e anti-inflamatórios.

O reajuste de medicamentos é autorizado uma vez no ano pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que, no caso de 2021, aconteceu em abril. Entretanto, devido à crise econômica instaurada no país, está sob análise das Câmara dos Deputados um projeto que impede novos aumentos no ano de 2021. 

O Projeto de Lei  já foi aprovado pelo Senado Federal no dia 13 de maio e, caso seja aprovado pelos deputados, ficará suspenso um novo ajuste de preços para medicações no ano de 2021.

Dicas para pagar menos em remédios

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Se o seu bolso também não está conseguindo acompanhar a alta de preços geral, essas dicas de como economizar na compra de medicações poderá te aliviar.

1. Consulte se há disponibilidade do remédio na Farmácia Popular

O programa Farmácia Popular oferece descontos de até 90% em remédios de tratamento contínuo, tal como medicações para pressão alta, diabetes, asma, entre outras doenças permanentes.

Para usufruir do benefício basta ir numa farmácia que tenha Farmácia Popular cadastrada portando a sua receita médica e um RG.

2. Compre genéricos

Medicamentos genéricos são garantidos por lei para baratear o custo de medicações. Por isso, mesmo que o seu médico tenha informado a marca do remédio na receita, pergunte ao farmacêutico se há disponibilidade da mesma fórmula farmacológica na versão genérica. Isso poderá lhe render um desconto de até 70%.

3. Compare os preços

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Antes de passar nas farmácias da região use sites buscadores de preços como o Consulta Remédios ou o Clique Farma para saber quais são as redes de farmácias com as melhores ofertas para a substância que precisa comprar.

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4. Use descontos do plano de saúde e programas de fidelidade

Planos de saúde como a Unimed, Amil e Sulamérica oferecem descontos na compra de remédios, basta dar o seu CPF ao farmacêutico ou na hora de pagar a sua compra no caixa.

Além disso, caso não tenha um plano que ofereça este benefício também vale a pena perguntar na farmácia se há qualquer tipo de programa de fidelidade para você conseguir descontos em suas compras.

5. Confira se há disponibilidade no posto de saúde da sua região

Antes de fazer a compra da medicação ligue para o posto de saúde em que você tem cadastro e pergunte se há disponibilidade do remédio. Na maioria das unidades básicas são disponibilizados remédios gratuitos para doenças específicas. 

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Para pedir um remédio no posto de saúde você não precisa ter uma receita médica emitida por um médico do SUS (Sistema Único de Saúde) e é dever do agente de saúde liberar medicações mesmo que o cidadão tenha em mãos uma receita obtida por uma clínica ou hospital particular.

Fonte: G1, Instituto Nacional de Defesa ao Consumidor, Instutito Paraná Pesquisas

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.
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