Previsão de desemprego para 2022 eleva orçamento de seguro para R$41,7 bi

Enquanto a população não for vacinada o cenário de desemprego será o mesmo

Taxa de desemprego no Brasil atinge patamar histórico e só será normalizada com o processo de imunização da população contra a Covid-19.

Orçamento

O governo federal anunciou um orçamento de R$41,7 bilhões para o seguro-desemprego de 2022. A expectativa do Executivo é de que mais de 8 milhões de trabalhadores sejam beneficiados, 5,7% a mais do que este ano.

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Em comparação com 2021 o orçamento previsto para o ano que vem é 2% maior, pois conta com 440 mil trabalhadores a mais. Este ano o orçamento foi de apenas R$40,9 bilhões.

Beneficiados

Apenas em 2020 o Ministério da Economia registrou 6,8 milhões de pedidos de seguro-desemprego. Entre janeiro e maio deste ano o número chegou a 2,6 milhões.

A concessão do seguro-desemprego para o próximo ano será destinada majoritariamente para trabalhadores formais demitidos sem justa causa que totalizam 84% dos beneficiados. 

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O restante do orçamento será distribuído entre outras categorias. Veja como ficou a divisão:

  • Trabalhador formal: 6,8 milhões;
  • Pescador artesanal: 1 milhão;
  • Empregados domésticos: 240 mil;
  • Qualificação profissional: 41,4 mil;
  • Trabalhador resgatado: 873.

De acordo com as projeções do Executivo, haverá aumento dos pagamentos realizados a pescadores artesanais, trabalhadores resgatados, a trabalhadores formais e a empregados domésticos.

Desemprego

A taxa de desemprego no 1ª trimestre de 2021 foi a maior registrada desde 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e o mesmo foi observado no contingente de desalentados.

Aproximadamente 15 milhões de pessoas, ou seja, 14,7% estão desempregados e 6 milhões desistiram de procurar emprego de acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

A partir desses dados é possível constatar que a taxa de desemprego no país só não é maior, pois as pessoas abriram mão de buscar por oportunidades.

Na pesquisa também foi possível constatar uma série de informações sobre o número de desempregados que em apenas três meses aumentou em 880 mil pessoas.

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Apesar disso, 85,7 milhões que estavam ocupadas ficaram estável se comparado ao 4º trimestre. No entanto, o mesmo nível recuou para 48,4% no mesmo período do ano anterior que chegou a 54,5%.

Sendo assim, é possível observar que menos da metade das pessoas que estão em idade de trabalhar estão trabalhando de fato.

A pesquisa também apontou que houve redução de 6,6 milhões de postos de trabalho no país em apenas um ano e cerca de 10,7% tinham carteira assinada.

Enquanto a população não for vacinada o cenário de desemprego será o mesmo

Os empregadores com CNPJ também caíram 13,7% na comparação anual e aqueles que atuavam na informalidade se mantiveram estáveis.

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Quando se trata de gênero, a pesquisa permite analisar que houve recorde de desemprego entre as mulheres, chegando a 17,9%, enquanto entre os homens foi de apenas 12,2%.

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As pessoas com ensino médio incompleto sofreram mais com a alta do desemprego, chegando a 24,4% e aqueles com nível superior completo caíram apenas 8,3%.

Em comparação com a média de desemprego nacional os jovens com idades entre 18 e 24 anos foram os mais impactados, chegando a 31%.

Pandemia

A Organização Internacional do Trabalho fez um levantamento e observou que a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus deve durar pelo menos até 2023, especialmente pela alta taxa de desemprego prevista para os próximos anos.

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Na América Latina, por exemplo, o levantamento apontou que essa foi uma das regiões mais impactadas pela crise econômica, principalmente pela distribuição dos setores econômicos de serviço e comércio.

De acordo com alguns especialistas, só poderá haver alguma melhora no mercado de trabalho e na economia com o avanço significativo do processo de imunização da população contra a Covid-19.

Fontes: CNN, G1 e Poder 360.

Julia de PaulaJulia é formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e, no momento, atua como redatora para o portal NoDetalhe. Ao longo da carreira, a jornalista tem se especializado em produção de conteúdo otimizado para motores de busca e conversão, além de gerenciamento de mídias sociais e marketing digital.
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