Preço das carnes aumentou em 32% – Por quê? Tendências para 2021

Com certeza você já percebeu que o preço das carnes está nas alturas! 

A disparada de preços da carne bovina e a queda da renda das famílias devido ao alto índice de desemprego e os efeitos adicionais da pandemia da covid-19 tem pesado no bolso dos brasileiros.  

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Além da carne bovina, outros produtos de proteína animal também apresentaram alta, como a carne de porco, o frango e o ovo. 

Preço das carnes aumenta em 32% - Por quê? E qual é a tendência para 2021?
Preço das carnes aumenta em 32% – Por quê? E qual é a tendência para 2021? | Fonte: G1

Por que a carne é tão cara?

Os frigoríficos apontam que à escalada dos preços do milho e da soja no mercado internacional encarece a ração dos animais, além dos custos com o diesel e as embalagens, o que consequentemente aumenta o valor das carnes para o consumido final. 

O Índice de Custos de Produção, que é calculado pela Embrapa Suínos e Aves, mostra que produzir frango em abril estava 39,79% mais caro do que o mesmo mês de 2020. Já a produção de suínos teve alta de 44,5%.

Quanto ao preço dos ovos, a Embrapa diz que não faz esse levantamento, mas afirma que boa parte do setor nacional está no negativo.

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Além disso, a inflação – nossa velha inimiga – também tem afetado os preços. 

Na prévia de maio, o frango inteiro subiu 14% nos últimos 12 meses, enquanto os pedaços tiveram alta de 13,5%, segundo dados do IBGE. 

Já o preço do ovo, por sua vez, avançou 7%, e, dentre as carnes de porco, a linguiça disparou 30% e até mesmo a salsicha ficou 12% mais cara.

Só no estado de São Paulo, por exemplo, as pessoas estão pagando, em média, R$ 13 pelo quilo da salsicha. Um aumento considerável, já que no ano passo o consumidor desembolsava cerca de R$ 10 pelo quilo do alimento.

Para tentar frear a alta dos preços, os frigoríficos pediram uma série de medidas ao Governo Federal, como incentivos e redução de custos para importar milho e soja, mesmo o Brasil sendo um grande produtor desses grãos. 

Será que a carne vai ficar ainda mais cara? 

A resposta para essa pergunta infelizmente é: sim. Pelo menos é o que diz os especialistas. 

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De acordo com aAssociação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), novas elevações nos preços dessas proteínas podem ocorrer nos próximos meses, por causa da alta dos custos de produção do setor.

Segundo o consultor de Agronegócio do Itaú César de Castro Alves, o aumento do preço das carnes de porco, frango e ovos é inevitável: 

Esses três setores já estão bastante pressionados desde o ano passado. Em 2020, as empresas ainda tinham um pouco de milho e soja comprados a preços mais baixos. Agora, a gente não tem mais isso. Estamos há mais ou menos uns seis meses com preços bem elevados, diz Alves.

A prova disso é que, o preço da saca de 60 kg do milho dobrou entre maio de 2020 e igual mês deste ano, saindo de um patamar de R$ 50 para R$ 100. 

Já o valor da soja subiu cerca de 60%, de R$ 108 para R$ 173 no mesmo período.

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Vale ressaltar que o milho e farelo de soja, que são a base da ração dos frangos e porcos, representam 70% dos custos de produção do frango, ovos e suínos. 

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Os altos preços dos grãos se sustenta devido a uma procura maior do que a oferta desses produtos. E isso não se limita ao Brasil, mas é uma tendência global, como aponta Castro Alves:

Não é uma questão nacional (a alta dos grãos). É um problema global que não se resolve no curto prazo, diz Alves.

As informações e entrevistas deste artigo são do Portal G1.

Amanda Lino
Jornalista com mais de 8 anos de experiência. Trabalhou como redatora, repórter e produtora na emissora Nossa Rádio FM e produtora na Metropolitana AM, depois foi diretora-geral do conhecido podcast Mamilos, passou por algumas agências de São Paulo e Rio de Janeiro e agora, além de colaboradora da WebGo Content, é Copy Content na In House da divisão agrícola da Bayer e Host/Criadora do podcast "Me Empresta Seus Óculos".
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