Alta no desemprego bate recorde de 14,8 milhões e faz renda do brasileiro recuar em R$ 12 bilhões

Já não é novidade para ninguém que o desemprego dentro do Brasil só tem índices cada vez maiores conforme o passar do tempo, sendo que nesse ano houve o recorde desse número.

São mais de 14,8 bilhões de brasileiros sem renda fixa, o que acaba impactando de maneira direta na economia local. Entenda mais sobre o que o que isso causa, quais são os principais riscos e muito mais.

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Continue lendo e fique por dentro de como funciona.

Alta no desemprego bate recorde de 14,8 milhões e faz renda do brasileiro recuar em R$12 bilhões

Alta no desemprego bate recorde de 14,8 milhões e faz renda do brasileiro recuar em R$12 bilhões

O desemprego dentro do Brasil ficou em 14,7% logo no primeiro semestre que foi encerrado mais precisamente em abril, se mantendo dentro de um patamar recorde, conforme foi divulgado nessa quarta-feira pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse número total engloba cerca de 14,8 milhões de pessoas.

Essa taxa e o contingente de desocupados acaba mantendo esse recorde registrado no trimestre que foi finalizado em março, sendo o maior desde 2012. Conforme no mesmo período durante o ano de 2020, essa taxa de desemprego era bem menor, sendo de 12,6%.

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Enquanto isso, o número de desempregados sofreu um aumento de 15,2% – sendo mais de 1,9 milhão de pessoas -, quando na comparação anual, e por fim, 3,4% – mais de 489 mil pessoas – quando comparada com o trimestre que foi finalizado em janeiro.

Esses dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), sendo que no levantamento anterior, que era referente ao trimestre encerrado no mês de março, essa a taxa de desemprego tinha atingido pela primeira vez essa marca recorde de 14,7%, onde são um total de 14,8 milhões de desocupados.

O resultado veio conforme o esperado com o mercado, onde o intervalo das estimativas que foram captadas pelo Valor Data ia de 14,5% até 15,1%, com uma mediana de 14,7%.

Mercado de trabalho continua pressionado

A população que está ocupada, que corresponde a 85,9 milhões de pessoas, também demonstrou certa estabilidade quando comparado com o trimestre móvel anterior, porém, ficou 3,7% abaixo do número que o país tinha como registro no trimestre fechado em abril do ano passado, principalmente quando foram observados os primeiros danos causados pela pandemia.

Ou seja, o país possui menos 3,3 milhões de pessoas trabalhando desde que a pandemia teve sua instalação em nosso país.

O cenário foi de estabilidade diante da população ocupada, mesmo com o crescimento da população desempregada, o que acaba gerando muito mais pressão diante do mercado de trabalho.

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É interessante observar que o nível de ocupação – 48,5% -, ainda está abaixo de 50% desde o trimestre que foi finalizado no mês de maio do ano passado, o que mostra que menos de metade da população brasileira em idade para trabalhar, realmente está efetuando essa ação.

O número de trabalhos que foram perdidos, porém, tem seu número diminuído ainda mais. No trimestre até março, o país tinha uma perda de aproximadamente 6,6 milhões de ocupados na comparação com o trimestre do ano passado.

Os efeitos da pandemia começaram no mês de abril do ano passado, dessa forma, agora se tende a diminuir a grande diferença entre o número de ocupados.

Panorama geral de dados sobre emprego no Brasil

  • Entre os meses de janeiro e abril, aproximadamente 500 mil brasileiros ficaram desempregados; quando comparado com abril de 2020, são mais ou menos 2 milhões a mais de desempregados no país;
  • Em apenas 1 ano, o número de postos de trabalho preenchidos teve uma redução em mais ou menos 3,3 milhões;
  • O trabalho por conta própria continuou em crescimento: aumentando em 661 mil em 1 ano;
  • A administração pública foi a única atividade que ganhou um aumento do número de ocupados;
  • O desalento permaneceu em um nível recorde, chegando a 6 milhões de trabalhadores; em apenas um ano, aumentou em cerca de 941 mil o número de pessoas que desistiram de procurar trabalho;
  • A taxa de informalidade foi de 39,8%, o que é equivalente a 34,2 milhões de pessoas, contra o número de 39,7% referente ao trimestre anterior;
  • A população subutilizada chegou ao número recorde de 33,3 milhões, onde por meio do aumento cresceu 2,7% (mais 872 mil) em comparação ao trimestre anterior e de 16% (mais 4,6 milhões) na comparação interanual;
  • E por fim, o rendimento médio dos trabalhadores foi de R$2.532, contra R$2.511 no trimestre anterior. Enquanto a massa de rendimentos somou o valor de  R$212,3 bilhões, o que mostra um volume 5,4% menor (ou seja menos R$12,1 bilhões) do que aquele registrado no mesmo trimestre do ano passado.

Dentre as principais categorias profissionais, apenas o número de trabalhadores por conta própria teve um aumento considerável dentro de 3 meses – 2,3% ou mais de 537 mil pessoas, o que totaliza uma quantidade de 24 milhões.

Jornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.

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