Bolsa Família de R$300 é verdade? Previsões de mudanças para 2021

Governo poderá pagar até R$300 aos beneficiários do Bolsa Família. O programa social passará por reformulações e poderá ser implementado logo após o fim do auxílio emergencial.

Novo Bolsa Família

Com fim do auxílio emergencial, o governo federal pretende implementar novas condições para o Bolsa Família. O benefício que atualmente é oferecido por apenas X pode passar a ser de R$300.

Novo Bolsa Família poderá ser implementado até o último trimestre de 2021

A expectativa é que novos pagamentos do Bolsa Família sejam feitos a partir de julho, prazo previsto para o encerramento do auxílio emergencial, caso não seja prorrogado para o último trimestre até que ocorra a conclusão da vacinação da população.

Se aprovado, o novo Bolsa Família será pago mensalmente às famílias em situação de pobreza com valor superior à média do atual do auxílio emergencial

Beneficiários

Apesar de a quantidade de beneficiários do novo Bolsa Família ainda estar em discussão, cerca de 60 milhões de brasileiros se encontram em situação crítica de acordo com recente estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo.

Do total, aproximadamente 46 milhões estão sendo amparados pelo auxílio emergencial e 14 milhões já são beneficiários do atual Bolsa Família.

Orçamento

Se a nova versão do Bolsa Família englobar os beneficiários do auxílio emergencial, o programa terá um custo de R$14 bilhões por pagamento, o equivalente a R$42 bilhões de outubro a dezembro. 

Porém, caso o governo queira beneficiar toda a população que se encontra em situação de pobreza e extrema pobreza, o valor passará para R$18,3 bilhões por mês e para R$55 bilhões no último trimestre.

Recursos

Para financiar o novo Bolsa Família o atual ministro da economia, Paulo Guedes, estuda revisar a aplicação de programas ineficientes a fim de ser coerente com o discurso de combate à má destinação de recursos e possibilitar que o programa se adeque ao teto de gastos.

A intenção de Guedes é utilizar os recursos de programas possivelmente descontinuados, bem como o abono salarial e seguro defeso para promover o fundo de erradicação da pobreza e financiar o novo Bolsa Família. 

Além disso, o ministro se apresenta como defensor da utilização de dividendos de estatais e de parte dos recursos oriundos de privatizações para custear o programa social.

Reformulação

Desde a criação do Bolsa Família o programa não sofreu alterações significativas, mas desde 2019 o presidente da república, Jair Bolsonaro, manifesta a intenção de ampliar o valor pago aos beneficiários.

Vale lembrar que o Bolsa Família é oferecido às famílias que possuem renda mensal de R$89 por pessoa e pobres que possuem renda mensal de até R$178 por pessoa, desde que incluam gestantes ou jovens de até 18 anos.

O pagamento do atual benefício também considera parcelas adicionais de R$41 para famílias com crianças, adolescentes e gestantes e R$48 para adolescentes de 16 e 17 anos de idade, podendo haver acúmulo de até cinco benefícios por mês.

Novos benefícios

Além da proposta de um novo valor para o pagamento do Bolsa Família, a reformulação do programa pretende implementar e ampliar benefícios. São eles:

  • Auxílio-creche: R$52,00;
  • Voucher creche: R$250;
  • Ajuda financeira de R$52 para as famílias carentes com crianças de até cinco anos;
  • Bônus anual para o melhor aluno: R$200,00;
  • Bolsa mensal para o estudante destaque na área científica, tecnológica ou esportiva: R$100,00;
  • Prêmio anual para alunos destaques em ciência e tecnologia ou em atividades esportivas: R$1 mil; 
  • Prêmio anual para os melhores estudantes: R$200.

É importante ressaltar que o auxílio-creche e o voucher poderão ser oferecidos apenas para famílias com crianças de 0 a 3 anos de idade.

Além disso, o financiamento do voucher seria apoiado pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica com a liberação de R$6 bilhões.

De acordo com o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, o financiamento não caracteriza desvio de recursos destinados à educação e ainda favorece o desenvolvimento educacional dos estudantes.

Julia de Paula
Julia é formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e, no momento, atua como redatora para o portal NoDetalhe. Ao longo da carreira, a jornalista tem se especializado em produção de conteúdo otimizado para motores de busca e conversão, além de gerenciamento de mídias sociais e marketing digital.
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