Bolsa Família terá novo auxílio emergencial liberado pelo governo?

Auxílio emergencial poderá ser oferecido até que a nova versão do Bolsa Família seja anunciada. Conheça as condições e mudanças previstas para os programas sociais em 2021.

Novos pagamentos do Bolsa Família

Governo federal pretende estender o pagamento do auxílio emergencial até que o novo Bolsa Família seja implementado e que a maior parte da população adulta esteja vacinada contra o coronavírus.

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Benefícios podem sofrer modificações ao longo do ano
Benefícios podem sofrer modificações ao longo do ano | Fonte: Caixa Econômica Federal

Apesar do atraso no processo de imunização, a medida de ampliação do auxílio emergencial é baseada nos cronogramas atuais de vacinação divulgados por gestões estaduais.

O estado de São Paulo, por exemplo, anunciou que até o final de outubro pretende vacinar pessoas com até 18 anos de idade e, até lá, o auxílio emergencial atuaria como uma espécie de transição para benefícios previstos para o novo formato do Bolsa Família.

Auxílio emergencial

Atualmente, cerca de R$17,9 bilhões foram pagos pelo auxílio emergencial em relação aos R$44 bilhões disponibilizados inicialmente.

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Podem receber o benefício aqueles que tenham recebido o auxílio emergencial em 2020,  trabalhadores informais ou beneficiários do Bolsa Família e quem possui renda familiar mensal de até três salários mínimos ou renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo.

Após fortes pressões de membros políticos a concessão do benefício prevista para durar apenas quatro meses poderá ser estendida até o mês de setembro. 

Caso a decisão seja confirmada pelo governo federal, o presidente Jair Bolsonaro ganhará pontos positivos com aliados e membros do centrão para uma possível reeleição.

Novo Bolsa Família

O Bolsa Família é caracterizado como um programa de transferência direta de renda voltado para famílias em situação de pobreza e extrema pobreza.

O objetivo do programa social é que essa parcela da população consiga superar cada vez mais a situação de vulnerabilidade e pobreza por meio do direito à alimentação, do acesso à educação e à saúde.

O novo Bolsa Família deve ser anunciado pelo governo Bolsonaro no mês de setembro com os primeiros pagamentos previstos para o último trimestre de 2021.

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Apesar das especulações e reformulações no programa, ainda não há um nome definido para o novo Bolsa Família.

As modificações realizadas pelo atual presidente da república tem como objetivo desvincular a imagem do programa social ao Partido dos Trabalhadores, responsável por dar vida ao benefício em 2003 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Vale lembrar que em 2020 o Planalto estudou a possibilidade de modificar o nome do o programa para Renda Brasil ou Renda Cidadã, mas a proposta não ganhou força.

Mudanças em 2021

Entre as principais mudanças previstas para o Bolsa Família estão o aumento do pagamento no valor médio de R$190 para R$250. Além disso, a ideia do governo é aumentar para 13 milhões o número de pessoas contempladas pelo programa.

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Até o momento o Bolsa Família conta com mais de 14 milhões de brasileiros cadastrados e, caso o novo programa seja bem sucedido, o benefício passaria a atender cerca de 27 milhões de pessoas.

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Eleições presidenciais 2022

Com as mudanças no Bolsa Família e a prorrogação do auxílio emergencial, bem como o aumento do número de vacinados, Bolsonaro e seus aliados acreditam que esses fatores podem colocar o presidente na frente da eleição de 2022.

No entanto, tais medidas ainda precisam enfrentar os impactos de uma possível terceira onda da Covid-19 e os altos índices de pobreza para superar a baixa popularidade do presidente Jair Bolsonaro e de sua base aliada.

Vale lembrar também da Comissão Parlamentar de Inquérito em andamento que investiga supostas omissões e irregularidades nas ações do governo federal durante a pandemia de Covid-19 no Brasil.

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A baixa popularidade de Jair Bolsonaro é reforçada por pesquisas realizadas pelo Datafolha e Vox Populi, onde Lula, ex-presidente e candidato ao cargo em 2022, possui o dobro ou mais das intenções de voto de Bolsonaro, em primeiro e segundo turno.

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo atuante na chamada "massa de mídias", trazendo mais um braço da pluralidade de opinião em detrimento do mito da imparcialidade.
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