Governo avalia mudar Bolsa Família para Auxílio Brasil

O Bolsa Família deve ter seu nome alterado para “Auxílio Brasil”, se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidir seguir o conselho de sua equipe.

A medida deve ser feita para desvincular o programa criado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provável adversário do presidente nas próximas eleições

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A alteração do nome do benefício é defendida pelos auxiliares do atual presidente.

Bolsonaro deve mudar nome de Bolsa Família para Auxílio Brasil. Foto: Adriano Machado/Reuters
Bolsonaro deve mudar nome de Bolsa Família para Auxílio Brasil. Foto: Adriano Machado/Reuters

A ideia da equipe de Bolsonaro é aproveitar que o auxílio emergencial se tornou uma marca de sua gestão para vinculá-la ao programa social, que deve ter seu valor elevado em 50%. O valor médio do benefício social é de R$ 190,00.

Vale saber que a equipe econômica também avalia um incremento para, pelo menos, R$ 270,00. No entanto, o presidente tem insisto em R$ 300,00.

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Em conversa com a CNN Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que os recursos destinados ao aumento do benefício social já estão nas previsões orçamentárias para 2022.

Os recursos destinados ao aumento do Bolsa Família dentro do teto de gastos e da lei de responsabilidade fiscal já estão nas previsões do ano que vem”, disse durante a entrevista.

Para este ano, o orçamento do Bolsa Família é de R$ 35 milhões, mas para garantir a elevação, o Guedes calcula a necessidade de um incremento de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões.

O aumento também permitiria que o total de famílias incluídas no programa social passasse de cerca de R$ 14 milhões para R$ 17 milhões.

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Auxílio Brasil deve ser aprovado pelo Centrão

Bolsonaro justificou a aproximação do Centrão com a necessidade de aprovar o Auxílio Brasil, o novo Bolsa Família.

Em entrevista à rádio ABC, de Novo Hamburgo (RS), conforme noticiou o postal IG, o presidente voltou a defender o posto de Ciro Nogueira, na Casa Civil, para melhora a “governabilidade” e o “diálogo com o parlamento”.

Eu duvido alguém aprovar qualquer projeto sem o chamado Centrão (…). Eu preciso da maioria qualificada do parlamento para aumentar o Bolsa Família, que eu espero que seja acima de R$ 300″, afirmou Bolsonaro.

Auxílio Brasil tem tudo para ser aprovado, segundo parlamentares

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No entanto, Paulo Guedes deverá ficar atento nos próximos meses, pois um grupo de parlamentares avisou que o pagamento maior, se comparado com o Auxílio Brasil, tem tudo para ser aprovado, mas com aumento de carga tributária para custear essa despesa, nem pensar, conforme divulgou o Correio Braziliense.

Nesse contexto, o site revela que o “Posto Ipiranga” terá que cortar gastos, o que significa que terá que comprar briga com os ministros ávidos por finalizar obras e apresentar resultados que alegrem a população e que ajudem na reeleição de Bolsonaro e no sucesso eleitoral deles mesmos.

A folga no teto de gastos para que o governo consiga cumprir com seus compromissos e também atender parlamentares e ministros é algo em torno de R$ 47 bilhões.

Entretanto, se houver a necessidade de pagar R$ 89 bilhões em precatórios, que o ministro classificou como um “meteoro” se chocando contra à Terra, essa folga será engolida.

Promessas

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De acordo com deputados e senadores, Guedes tem feito muitas promessas de melhoria de situação econômica e que a retomada está ocorrendo, mas os políticos afirmam que ainda não viram esses resultados na geração de emprego e na comida da mesa dos seus eleitorados.

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Saiba que nesse cenário, aumentará a pressão para que a economia melhore e que Guedes tenha seu poder ainda mais reduzido.

Em contrapartida, cresce a cada dia a pressão do Centrão para recriar ministérios e agora é a vez dos Esportes, devido às Olimpíadas de Tóquio.

Além disso, há uma torcida para a recriação do Ministério do Planejamento e o da Indústria e Comércio, que será de responsabilidade do Ministério da Economia.

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Fontes: CNN, IG e Correio Brazieliense.

Bruna Santos
Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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