44% dos brasileiros mudariam de emprego se home office for proibido e 28% consideram mudar de cidade

A pandemia de covid-19 proporcionou a oportunidade de muitas empresas trabalharem home-office em diversos lugares do mundo. E, nem é preciso dizer que essa modalidade de trabalho agradou muitos funcionários.

Uma pesquisa realizada pela consultoria de recursos humanos Robert Half mostra que as empresas que não oferecerem opção de trabalho remoto, pelo menos parcial, podem perder a preferência de seus funcionários, em especial as mulheres.

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Home-office é preferido das mulheres. Foto: Istock
Home-office é preferido das mulheres. Foto: Istock

Mulheres preferem trabalho home-office

Conforme a sondagem antecipada com exclusividade ao G1, 44,1% das mulheres entrevistadas afirmaram que se a possibilidade de trabalho remoto fosse cancelada, elas procurariam por uma nova oportunidade no mercado que oferecesse a opção.

Já entre os homens, o percentual é um pouco menor, 31,4%.

O home-office foi adotado intensamente desde o início da pandemia do covid-19, mas a pesquisa foi realizada em um momento em que muitas empresas estão definindo quando e como será a volta ao trabalho presencial, devido ao avanço da vacinação no país.

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É importante saber que mesmo que não chegue ao extremo de largar o trabalho atual, muitos profissionais preferem o modelo híbrido, aquele onde as tarefas são divididas entre realizar em casa e realizar na empresa em dias combinados.

Dados da pesquisa revelam que 63,8% dos entrevistados gostariam de trabalhar mais dias da semana em casa do que no escritório.

No entanto, 16,7% das pessoas entrevistadas para a pesquisa preferem o inverso: mais dias no escritório do que em casa.

Para Robert Half, a adesão enorme ao trabalho remoto é que na percepção dos trabalhadores de que optar pelo home-office em alguns dias da semana deixou de ser um benefício concedido pela empresa e passou a ser um regime de trabalho.

Saiba que 76,5% dos profissionais que conversaram com a equipe de pesquisa passaram a considerar o home-office um novo modo de trabalhar.

Empresas ainda não sabem como será o retorno

Ao todo, 58,1% das empresas ainda não decidiram como será o retorno para o escritório.

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Entretanto, as empresas que já anunciaram o retorno determinaram um novo procedimento: duas a cada três adotarão o modelo híbrido, conciliando o trabalho remoto com idas ao escritório. O índice de retorno ao escritório na pesquisa é de 21,4% dos participantes.

A pesquisa entrevistou 358 pessoas entre os dias 29 de junho e 19 de julho, considerando pessoas empregadas e desempregadas que estão em busca de recolocação.

Trabalho em casa tem sido adotado desde outubro

Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 7,9 milhões de trabalhadores do país estavam em home-office desde outubro. No Brasil, a população economicamente ativa é de cerca de 79 milhões de pessoas.

Apesar do desejo de 28% dos participantes considerarem mudar de cidade, apenas 7% trabalharam em outras cidades nos piores meses da pandemia.

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Já nos Estados Unidos, a tendência é forte, pois cerca de 23% milhões de americanos planejam se mudar par outra cidade em meio à expansão do trabalho remoto.

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De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o trabalho remoto está presente em 15,9% das negociações coletivas de 2020. Em 2019, essa exigência aparecida somente em 2,4% dos acordos.

Profissões que podem atuar em home-office

Muitas pessoas têm percebido que preferem o trabalho home-office se tiverem que escolher em ir à empresa.

Isso porque, com a contratação home-office, o funcionário pode morar onde quiser, sem precisar se preocupar, por exemplo, em ser perto ou ter fácil acesso ao local de trabalho.

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Por isso, se você está em busca de uma nova profissão ou está procurando por uma oportunidade de trabalho, mas não abre mão de atuar em home-office, veja algumas opções que separamos:

  • Contador;
  • Engenheiro de Computação;
  • Gerente Financeiro;
  • Professor;
  • Analista de Dados;
  • Desenvolvedor;
  • Analista de Marketing Digital;
  • Psicólogo;
  • Designer Gráfico.

O ideal é verificar se esta oportunidade tem seu perfil e buscar conhecimento para atuar na área.

Fonte: G1

Bruna Santos
Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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