Cartão Alimentação no Rio de Janeiro é suspenso com volta as aulas presenciais

Cerca de 1.542 alunos das escolas do Rio de Janeiro voltaram as aulas presenciais nesta segunda-feira (02) em meio a uma polêmica: devido o retorno, a prefeitura do Rio de Janeiro decidiu suspender o cartão alimentação que foi concedido a esses estudantes, devido à pandemia de covid-19.

O valor de R$ 54,00, que era entregue todos os meses, através do cartão alimentação, tinha o objetivo de substituir a merenda escolar, oferecida durante o intervalo das aulas.

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Cartão alimentação dos alunos do Rio de Janeiro devem ser cancelados com a volta às aulas presencial. Foto Extra
Cartão alimentação dos alunos do Rio de Janeiro devem ser cancelados com a volta às aulas presencial. Foto: Extra

Cartão alimentação ajudou famílias

O benefício concedido pela prefeitura foi extremamente importante para tentar amenizar os impactos da pandemia, já que os alunos começaram a ficar em casa e as despesas com energia, internet, alimentação, por exemplo, tiveram um aumento significativo.

Vale saber que a quantia depositada todos os meses, visava ajudar com os gastos alimentícios para cada aluno, mas, com a volta às aulas e com a oferta da merenda nas escolas municipais, o auxílio não será necessário.

Cartão alimentação para alunos com cormobidades

Devido às particularidades de cada um, é importante ressaltar que nem todos os alunos voltaram para as aulas presenciais e continuarão no modelo remoto.

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Este grupo e os estudantes com comorbidade continuarão recebendo o cartão alimentação de R$ 54,00.

A Secretaria do Estado de Educação (SEEDUC), dos 92 municípios cariocas, apenas 69 optaram por retomar as atividades presenciais nesta semana.

As escolas situadas nessas localidades devem oferecer o ensino híbrido, ou seja, tanto no modelo presencial quanto remoto. Vale saber que essa alternativa oferece para os pais a chance de escolher o formato mais seguro e vantajoso para cada caso.

Ensino remoto

Cerca de 23 municípios do Rio de Janeiro devem seguir apenas com o ensino remoto para os alunos. As escolas ficarão abertas para entrega e recebimento de material pedagógico, documentação, matrículas e kit alimentação ou cartão alimentação.

O secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, declarou, para o site Extra, que a política alimentar adotada pelo município durante a pandemia visa atender todos os jovens amplamente.

Temos muita confiança na nossa política alimentar. Todas as crianças vão poder se alimentar na escola. O cartão era uma medida emergencial e temporária. Com todo respaldo do prefeito, estamos voltando com a merenda na escola”, declarou o secretário.

De acordo com o secretário, apenas a escola municipal de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, não deve abrir as portas neste momento devido a problemas de estrutura. No entanto, ela deve retornar no fim do mês.

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Em agosto toda a nossa rede estará aberta com a sua totalidade. Entretanto, as aulas remotas vão continuar. Mas é óbvio que queremos as crianças na escola. Fizemos uma pesquisa e 82% dos pais afirmam que querem mandar seus filhos para a escola. Estamos trabalhando em conjunto com o Comitê Científico, contou o secretário para o site Extra.

Protocolos

O secretário afirma que até as escolas mais distantes terão segurança para os alunos, pois eles receberão máscaras, terão álcool em gel à disposição e terão a temperatura verificada na entrada, além de cumprirem distanciamento social.

Ferreirinha afirma que as escolas estão preparadas e que elas são seguras para os alunos. Além disso, ele revelou que se precisarem alterar algo, assim será.

Peço aos pais, com muita convicção, mandem seus filhos para a escolas. Todos os profissionais da educação estão vacinados com a primeira dose e até o fim de setembro todos estão vacinados com a segunda, solicitou.

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A secretaria estadual de Educação informou para o extra que todas as unidades de ensino “deverão realizar as adequações necessárias ao seu plano de ação em vigor, conforme o planejamento alternativo previamente elaborado pelo estabelecimento de ensino. Caberá às direções a organização das atividades presenciais, observando a sua realidade, considerando o projeto pedagógico da unidade escolar, os docentes disponíveis, o distanciamento social e os protocolos sanitários”.

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A pasta estabeleceu dois critérios para a retomada das atividades presenciais:

  • Cidades com bandeira vermelha ou roxa, que indicam casos de covid-19: as escolas públicas estaduais funcionarão apenas para as atividades administrativas e as aulas acontecerão somente de forma remota;
  • Cidades com bandeiras de risco laranja, amarela e verde: as escolas poderão desenvolver interesse em frequentar aulas presenciais mediante capacidade física da unidade, em sistema de rodízio, sempre respeitando as normas de distanciamento.

Além disso, segundo o Extra, as escolas devem funcionar assim:

Ensino Fundamental:

  • Até 50% da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira laranja
  • Até 75% da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira amarela
  • Até 100% da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira verde.

Ensino Médio:

  • Até 40% da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira laranja
  • Até 60% da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira amarela
  • Até 100% da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira verde.

Rede particular

As escolas particulares do Rio de Janeiro, vinculadas ao sistema estadual de educação, deverão funcionar seguindo as normativas dos municípios onde estão localizadas.

Fonte: Extra

Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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