Cesta básica em São Paulo sobe para R$ 1.060 e fica próxima do salário mínimo

Entre junho e julho de 2021 a cesta básica mais cara do paí é a de São Paulo. O kit está saindo por R$ 1.060,00, somente R$ 40,00 a menos do que o salário mínimo vigente de R$ 1.100,00.  

O levantamento feito pelo Diese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com o Procon-SP demonstra que o aumento no preço  foi de 2,08% em relação ao mês de maio, quando a cesta estava custando R$ 1.038,00. Ou seja, houve um aumento de R$ 21,65 de um mês para o outro.





O aumento de preço foi estimulado pela inflação de produtos de itens de limpeza (6,34%), higiene pessoal (4,52%) e alimentação (1,65%).

Os especialistas comentaram em nota na divulgação do estudo que a tendência é que os preços da cesta básica continue a subir. Afinal, há previsões para aumento na inflação para o segundo semestre de 2021.

Na cesta básica mais simples, composta de 12 itens que inclui alimentos básicos a média nacional é de R$ 556,34.





Em junho, a cesta básica mais cara do país foi de Florianópolis, custando R$ 645,38. Em São Paulo, o preço foi cotado em R$ 626,76.

Confira o ranking de preços de cesta básica em junho de 2021. 

Preço da cesta básica subiu em São Paulo
Preço da cesta básica subiu em São Paulo | Imagem: No Detalhe

Histórico de aumento de preços da cesta básica em 2021

Conforme a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Dieese, o preço da cesta básica está com uma alta acumulada desde janeiro de 2020. 

Mesmo com a inflação abaixo da meta (média de 2,4% em setembro de 2020) os preços continuam a aumentar porque houve também uma alta procura por alimentos.

Além disso, a alta do dólar e fatores relacionados a exportação e importação de matérias-primas básicas também interferem no valor das mercadorias para os mercados nacionais. 

Muitos dos produtos fabricados no Brasil, como milho, soja, arroz e feijão estão sendo mais caros de se produzir por conta de alta no preço do combustível, energia elétrica e também o período de estiagem.





Assim, os produtos industrializados de grandes marcas que exportam matéria-prima do Brasil, como refrigerantes da coca-cola ou os produtos da Nestlé, também encareceram. Estes não fazem parte da cesta básica, mas também fazem parte da lista de supermercado das famílias brasileiras.

Os aumentos constantes no preço da cesta básica fez até os hábitos alimentares dos brasileiros mudarem.

O tradicional “arroz e feijão” foi trocado por legumes e lentilha. Entretanto, preocupa os nutricionistas que muitas famílias estão fazendo substituições menos saudáveis, o que se prova pelo aumento no consumo de bolachas recheadas e superprocessados.

Enquanto isso, o salário mínimo completou um ano abaixo do valor da inflação. Como a maioria dos brasileiros sobrevive com até R$ 995 por mês fica difícil colocar comida no prato.



A situação emergencial levou o Brasil de volta para o Mapa da Fome, posto que havia deixado com a criação do Bolsa Família, em 2005.



Em meio ao desemprego e dificuldades trazidas pela pandemia, a solução contra fome são doações e auxílios concedidos por familiares e pelo governo.

Sua família precisa de ajuda? Confira na sessão de auxílios do No Detalhe as oportunidades de benefícios que você pode receber do governo federal, prefeituras e estados.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e pós-graduanda em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.
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