Comércio perde 11% das empresas e 4,4% postos de empregos nos últimos 5 anos

Conforme dados divulgados recentemente pela IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, em seis anos o comércio no Brasil perdeu mais de 466 mil empregos, além de 177 mil empresas.

 

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Esses dados foram retirados da última edição da Pesquisa Anual do Comércio – PAC -, da qual foi feita no ano de 2019, comprovando ainda mais a redução do setor, onde se pode verificar essa decadência desde 2014.

Conforme esses dados, no ano de 2019, existiam no país um pouco mais de 1,4 milhões de empresas dentro do ramo do mercado, das quais empregavam mais ou menos 10,2 milhões de pessoas.

Comércio perde 11% das empresas e 4,4% postos de empregos nos últimos 5 anos
Comércio perde 11% das empresas e 4,4% postos de empregos nos últimos 5 anos. Foto: Reprodução/Melhores Destinos.

Já no ano de 2014, eram mais ou menos 1,6 milhões de empresas e mais de 10,6 milhões de indivíduos ocupados dentro desse setor.

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Dessa maneira, chega-se a conclusão de que no tempo de seis anos, o comércio no Brasil perdeu 4,4% dos trabalhadores, assim como 11% das empresas.

Veja mais dados abaixo:

  • 2014: 1.611,448 empresas;
  • 2015: 1.595,265 empresas;
  • 2016: 1.569,580 empresas;
  • 2017: 1.534,770 empresas;
  • 2018: 1.500,583 empresas;
  • 2019: 1.434,166 empresas.

Dados mais amplos sobre o desemprego

O IBGE destacou que os três principais segmentos do comércio: o atacado, o varejo e a indústria de veículos, peças e motocicletas, tiveram uma grande perda de seus postos de trabalho nesse tempo.

A maior quantidade de vagas fechadas aconteceu dentro das empresas de varejo, que são as que mais empregam. De maneira proporcional, foi a negociação via atacado que mais desempregou pessoas.

Essa perda dos trabalhadores, ainda conforme os dados do IBGE, assim como a proporção para cada um dos segmentos, foi:

  • Dentro do comércio varejista cerca de 326,2 mil postos de trabalho, dos quais representam uma queda de 4,1%;
  • Dentro do comércio por atacado cerca de 108 mil postos de trabalho, dos quais representam uma queda de 5,9%;
  • Dentro do comércio de veículos, peças e motocicletas, mais ou menos 32 mil postos de trabalho, que demonstram uma queda de 3,4%.

Indo em contramão, esse comércio por atacado foi um dos únicos por entre os três segmentos que teve o registro de um aumento da quantidade de empresas dentro desse período, onde foram abertas mais ou menos 6,2 mil novas marcas nesse ramo, sendo que na varejista, se perdeu 178,8 mil, enquanto de veículos, foram 4,6 mil.

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Por essa redução dentro do setor, o valor do salário médio também teve uma queda dentro do tempo em que se foi analisado.

Essa redução foi de 2,6% na transação de uma maneira geral.

No ramo atacadista, essa quantia foi de 2,5%, sendo que no varejista 1%. Porém, na venda de veículos, peças e motocicletas, essa baixa atingiu até 12%.

Atuação do atacado ultrapassa o varejo

Quando é feita uma análise da receita líquida dentro do comércio, o IBGE identificou que aconteceu uma mudança na estrutura desse setor, sendo que o ramo de atacado está assumindo mais ainda a liderança quando comparado com os demais.

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Depois de cinco anos liderando o varejo, o atacado ganhou a primeira posição no ano de 2019, voltando ao topo do ranking do qual perdeu no ano de 2013.

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Aumento de receita dos setores

Entre os anos de 2010 e 2019, o comércio via atacado teve um aumento de participação na receita líquida dentro do setor em 2,5 pontos percentuais.

Enquanto isso, a venda de varejo teve um aumento em sua participação em 2,9 pontos percentuais.

Mesmo que seja maior em termos proporcionais, esse avanço do varejo não tem a possibilidade de ultrapassar o atacado.

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Enquanto isso, o comércio dos veículos, peças e de motocicletas, do contrário dos outros dois, foi um dos únicos dos quais não perdeu sua participação, do qual quando comparado a 2010, foi de 5,2 pontos percentuais.

Setor de tecidos e vestuário possui maior taxa de comercialização

No ano de 2019, a margem de comércio, que é a diferença entre a receita líquida de revenda e o custo das mercadorias que já foram vendidas, foi na quantia de R$864,3 bilhões.

O varejo ficou com a parcela de 56,1% dessa quantidade, enquanto o atacado ficou com 36,4% e por fim, o mercado automobilístico com 7,5%.

Essa indicação demonstra quanto cada setor possui de capacidade de definição de sua receita líquida de vendas, sendo acima de seus custos com a aquisição de mercadorias, assim como a mudança dos estoques.

 

Dentro do tempo de 9 anos, esse indicador passou de 27,6% para 28,8%.

Assim, seis dentro dos nove segmentos do varejo, fizeram o registro das taxas de comercialização além de 50%.

Dentro dessas principais atividades, o destaque fica para tecidos, vestuário, calçados e por fim, armarinhos – 81,8% -, seguido depois pelo comércio varejista de artigos culturais, recreativos e esportivos – 65,5% e por fim, a venda de varejo de produtos novos e usados, com 58,7%.

 

Fonte: G1 e IBGE.

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Jornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.

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