Conta de luz em setembro continua com bandeira vermelha 2 e terá aumento de 58%

A previsão é que continue a bandeira vermelha patamar 2 na conta de luz em setembro, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O valor acima da média é resultado da crise hídrica que está afetando os reservatórios das usinas hidrelétricas do Brasil.

O sistema de bandeiras tarifárias é utilizado para adicionar uma taxa às contas de luz em casos de aumento da produção de energia no país. O Governo Federal optou por acionar as usinas termelétricas – que são mais caras e mais poluentes – para preservar a água durante o período de crise. 

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Apesar de comunicar, na última sexta-feira (27), a bandeira vermelha na conta de luz em setembro, a Aneel ainda não informou o valor da tarifa. No momento, a cobrança adicional custou R$ 9,49 por 100 quilowatts/hora (kWh) ao bolso dos brasileiros. Mas especialistas indicam que há possibilidade de a bandeira vermelha adicionar R$ 14,20 por 100 kWh à conta de energia elétrica a partir de quarta-feira (1). 

Uma consulta pública foi aberta pela Agência para decidir a taxa da bandeira, mas o presidente Jair Bolsonaro e os ministros da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg) decidiram aumentar a cobrança adicional para um valor maior do que o previsto inicialmente pela consulta pública, que estava entre R$ 9,49 e R$ 11,50 por cada 100 kWh.

Os reajustes das bandeiras tarifárias geralmente são decididos somente pela diretoria colegiada da Aneel, em reunião pública, após consulta à sociedade. Porém, com o atual cenário de crise, foi necessária a interferência do governo.

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conta de luz em setembro
A burning lamp hangs in the dark on a blurred background.

Pior crise hídrica do século

A crise hídrica registrada em 2021 é a pior em 91 anos no Brasil. A Aneel prevê que as hidrelétricas cheguem a novembro com somente 10% da capacidade total. Este é o menor volume registrado desde a crise de 2001, quando o país enfrentou um racionamento de energia. 

Conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em agosto choveu menos do que o esperado. Ainda segundo o órgão, se não houver oferta adicional a partir de setembro, não será possível atender a demanda de energia em outubro e novembro, ou seja, aumentam os riscos de apagões em todo o país.

O acionamento de usinas termelétricas e a importação de energia da Argentina e do Uruguai são algumas medidas tomadas pelo governo na tentativa de preservar a água nos reservatórios até o início de novembro, que marca o início do período chuvoso.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias?

As bandeiras tarifárias foram criadas em 2015, com o objetivo de sinalizar o custo de geração de energia elétrica. Veja abaixo com detalhes o que cada bandeira significa:

  • A bandeira fica verde quando o nível dos reservatórios está alto e não há necessidade de acionar usinas térmicas. Neste caso, não haverá cobrança adicional na conta de luz;
  • A bandeira fica amarela quando as condições de geração de energia elétrica não estão favoráveis. Neste caso, é acrescentado R$ 1,874 por quilowatt-hora (kWh) consumido;
  • Já a bandeira vermelha mostra que gerar energia está mais caro naquele período. Esta bandeira é dividida em dois patamares. No primeiro, o valor adicional é cobrado em proporção ao consumo, na razão de R$ 3,971 por 100 kWh; o segundo patamar aplica a razão de R$ 9,492 por 100 kWh.

É possível ganhar desconto na conta de luz em setembro?

Apesar da bandeira vermelha na conta de luz em setembro, há possibilidade dos consumidores garantirem desconto na fatura. Isso porque o governo está fechando um programa de incentivo para a economia voluntária de energia para clientes das distribuidoras, como pequenos comércios e residências.

Mas para garantir o desconto, é necessário reduzir o consumo de energia elétrica em pelo menos 10% – em comparação ao mesmo período de 2020. Quem conseguir diminuir o consumo terá direito a 20% de desconto na fatura do mês.

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*Com informações de Agência Brasil e G1.

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Jornalista formada pela Universidade Luterana do Brasil de Canoas/RS. Repórter, apresentadora, roteirista e redatora, com experiência em rádio, televisão e online.
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