Dificuldades para pedir Pronampe: saiba como aprovar o empréstimo

Com menos de duas semanas de lançamento, o novo Pronampe fez o empréstimo de R$10 bilhões de um total do valor de R$25 bilhões para mais ou menos 130 mil pequenas empresas, porém, o Governo já admitiu que o modelo do programa atual, não é o suficiente para a demanda esperada.

Muitas pessoas estão se queixando da dificuldade para conseguir acessar os demais recursos, porém, aqueles que conseguiram, estão diminuindo suas dívidas ou até mesmo realizando investimentos, tudo conforme a economia tem sua retomada lenta conforme a vacinação avança.

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Dificuldades para pedir Pronampe: saiba como aprovar o empréstimo

Dificuldades para pedir Pronampe: saiba como aprovar o empréstimo

O SEBRAE estima que seria necessário o valor entre R$160 bilhões e R$200 bilhões para conseguir ajudar as pequenas empresas, que é o segmento responsável pela maioria dos empregos, saindo da crise e retornando seu crescimento comum.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, acredita que esse crédito tem cada vez mais sido absorvido de maneira simples, visto que o programa possui um modelo interessante, onde a garantia do Tesouro possibilita a concessão do crédito para os pequenos bancos.

O mesmo relatou que até mesmo pediu um aporte entre R$40 bilhões e R$50 bilhões para o segmento em questão. O Governo realiza um aporte inicial de R$5 bilhões, dos quais quando usados pelos bancos, podem se transformar em R$25 bilhões.

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Quando nós falamos de R$ 40 bilhões, R$ 50 bilhões de aporte, prevíamos que esse valor poderia alavancar de R$ 160 bilhões a R$ 200 bilhões de crédito, que talvez seja a necessidade mais adequada da micro e pequena empresa hoje”, explica o mesmo.

Pagamento de dívidas é prioridade

O principal intuito dos empresários que estão realizando esse empréstimo é de fazer o pagamento de dívidas, de funcionários e também dos fornecedores, principalmente dentro dos setores de comércio e de serviços, visto que foram os mais prejudicados dentro da pandemia.

Os dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – CNDL -, mostrou que durante o primeiro quadrimestre de 2021, cerca de 437.787 fecharam, tendo assim uma alta de 22,9% quando comparadas aos quatro meses anteriores, diante desse mesmo período de 2020, onde o aumento foi de 21,1%.

Já no quesito dos bares e de restaurantes, desde o começo da pandemia, mais ou menos 300 mil estabelecimentos acabaram fechando.

Conforme o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, que é a associação que representa o setor, 57% dos donos de bares e restaurantes estarão operando com prejuízo, sendo que 71% deles possuem dívidas atrasadas.

Esses principais débitos são referentes aos impostos – federais, municipais e também estaduais -, além da água, luz, aluguel, FGTS e por fim, os fornecedores, exatamente nessa sequência.

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Já o subsecretário do Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas do Ministério da Economia, Michel Dantas, fez o reconhecimento que há uma demanda reprimida pelo crédito no segmento, sendo assim, a pasta está trabalhando em medidas que vão desde curto até longo prazo para o atendimento em questão.

É um fato dado (que o Pronampe não chegará a todos). A demanda por crédito é muito, muito maior, em especial em um momento de recuperação. Mas o Pronampe ajuda, é um respiro, em especial para pequenas empresas que estão lutando pela manutenção do emprego.”

Nas cooperativas, esses recursos estão sendo desenvolvidos cada vez mais rápidos, sendo que dos R$1,2 bilhões que são captados pelo SICOOB – Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil -, R$300 milhões deles já foram emprestados, sendo assim, a expectativa é que esse limite seja atingido durante essa semana.

O diretor comercial e dos canais do Sicoob – Francisco Júnior -, está aguardando que se possam solicitar demais recursos, visto que o valor de R$1,2 bilhões ainda não será suficiente.

Já Sergio Gusmão, que é o presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento – ABDE -, da qual reúne demais bancos e instituições de desenvolvimento público, relata que essas concessões estão indo cada vez mais rápido, além de que provavelmente será preciso pedir por novas solicitações do Fundo Garantidor de Operações – FGO.

Há empresas que ainda buscam socorro pelas dificuldades que enfrentam e há até algumas, em segmentos mais aquecidos, que já estão usando os recursos para investir, porque estão com demanda elevada.”

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O investimento do qual, na maioria das vezes, tem como a intenção de gerar uma maior sobrevivência do negócio, principalmente dos restaurantes, onde precisaram ou aprimorar o delivery ou investir em obras externas, decorrente do distanciamento social.

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Marcela MazettoJornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.
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