Disjuntor Diferencial Residual evita acidentes e salva vidas

O DR é um poderoso aliado na redução desses acidentes, pois além de garantir proteção contra descargas elétricas, é um dispositivo simples, pequeno e de fácil instalação.

Segundo a Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade), choques elétricos matam em média dois brasileiros por dia e 30% dos casos acontecem dentro de casa. E a estatística torna-se ainda mais preocupante quando apresenta a média de idade das vítimas: cerca de 10% tem entre 0 e 15 anos.

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O uso do dispositivo DR (Diferencial Residual) nas instalações elétricas está ajudando a evitar acidentes, como choques elétricos. Quando há fuga de corrente, o dispositivo acaba desligando automaticamente, além disso, possui o equipamento possui o DPS (Dispositivo de Proteção Contra Surtos), que evita queima de aparelhos eletroeletrônicos por sobretensão.

DPS Siemens com sinalização. (Foto Divulgação)
disjuntor diferencial residual

Embora obrigatórios, o uso dos dispositivos ainda não é uma regra no Brasil, principalmente em construções antigas que não foram modernizadas e na autoconstrução. “Conforme a norma ABNT NBR 5410 de instalações elétricas, o DR é obrigatório no Brasil desde 1997 e o DPS desde 2004. Isso nos deixa em igualdade com a maioria dos países mais adiantados tecnicamente. O caso é que nem sempre essa exigência é seguida na prática, principalmente na autoconstrução”, relata Hilton Moreno, engenheiro eletricista consultor do programa Casa Segura do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre).

Segundo Moreno, o DR pode evitar acidentes com eletricidade ao detectar fugas de corrente e interromper automaticamente a corrente elétrica. “O dispositivo reconhece quando há vazamento de pequena quantidade de energia dos condutores e componentes elétricos em geral, o que um disjuntor comum não consegue detectar. Dessa forma, evita as consequências de choques elétricos e até acidentes fatais.”

O corpo humano conduz eletricidade, por isso, quando uma pessoa entra em contato com partes energizadas, caso o percurso da corrente elétrica no corpo atinja órgãos vitais pode causar a morte se não for interrompida em um tempo adequado. O DR é eficiente tanto no contato direto – introdução de objeto condutor na tomada – como no contato indireto, quando a fuga de energia por falha na isolação interna de um componente eletroeletrônico torna um objeto não-condutor em condutor.

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“O dispositivo DR pode ser utilizado por equipamento ou instalado em um quadro de luz, por circuito ou por grupo de circuitos”, alerta o consultor do Procobre. “A decisão sobre a melhor forma de ligar os dispositivos deve ser feita por um profissional habilitado e qualificado”, sinaliza.

Por norma, já é prevista a separação de circuitos de iluminação e de tomadas. Dessa forma, caso haja uma fuga de corrente em alguma tomada, isso não afeta a iluminação da casa ou a distribuição de energia para outros pontos do imóvel. Em termos de custo, o uso de DRs e DPSs não é algo significativo, representando um pequeno percentual do valor da instalação.

Para reduzir a possibilidade de queima dos equipamentos eletroeletrônicos, outro dispositivo indispensável é o DPS. Ele previne que oscilações na rede elétrica causem danos aos aparelhos conectados às tomadas. “Quando os equipamentos estão ligados na rede e há uma sobretensão (elevação brusca de tensão do sistema elétrico), os aparelhos eletroeletrônicos passam a operar fora do limite de segurança e podem queimar”, destaca o consultor do Procobre. A sobretensão pode ser consequência de descargas atmosféricas, ventanias, quedas de árvores ou postes com comprometimento dos fios, manutenções na rede, realizadas pelas concessionárias distribuidoras de energia, entre outros fatores.

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