Eleita deputada, “mãe PM” defende liberação das armas e apoia Bolsonaro

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Conhecida nacional e internacionalmente após reagir a um assalto em frente à escola onde a filha de sete anos estuda e matar o assaltante em Suzano (Grande SP, a policial militar Katia Sastre foi eleita deputada federal em São Paulo pelo Partido da República. Ela recebeu 264.013 votos (1,25% do total de votos válidos) – a sétima mais votada – e promete apoiar Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da disputa à Presidência, apesar de apoiado Geraldo Alckmin no primeiro turno.

Favorável à liberação das armas no Brasil e com planos direcionados principalmente para a segurança pública, ela acredita que armar o povo não aumentará a violência. “Os bandidos estão armados, só o cidadão de bem que está desarmado”, diz Katia, de 42 anos, em entrevista ao UOL. “As pessoas de bem não aguentam mais essa situação de violência, então elas depositaram a confiança em mim.”

No entanto, apesar de ter ganhado popularidade nas redes sociais em maio deste ano, no Dia das Mães, e até ter recebido uma homenagem do governador Márcio França (PSB), ela não se considera uma heroína. À época, a Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo avaliou como correta a ação e pediu o arquivamento de qualquer eventual investigação contra a policial. “Não me sinto uma heroína, me sinto reconhecida. A polícia inteira e os profissionais da segurança vivem isso diariamente. É um reconhecimento”, diz Esta foi a primeira disputa eleitoral de Katia e veio justamente depois do episódio que lhe rendeu popularidade e, consequente, o interesse de mais de uma legenda.

A escolha foi pelo PR, partido de onde que vêm as maiores inspirações na vida pública e política, segundo a “mãe PM”. Publicamente, ela já elogiou a honestidade dos também eleitos deputados Tiririca e Capitão Augusto, também policial militar. Entretanto, apesar do resultado positivo nas urnas, a campanha foi polêmica. Katia usou os minutos que tinha na televisão para exibir o mesmo vídeo que lhe rendeu fama e recebeu críticas de especialistas por, segundo eles, violar as normas fixadas para o horário eleitoral. Para os críticos, a estratégia consistiu em manipulação “criação artificial” de sons que confundem emocionalmente os eleitores, o que violaria o artigo 242 do Código Eleitoral.

Do UOL

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