Empresas com equipes femininas recebem menores recursos que as lideradas por homens

De acordo com a terceira edição do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, empresas com equipes femininas recebem menores recursos, quando comparadas com as lideradas por homens. 

O estudo foi feito com base em 1.300 negócios. Dentre eles, uma parte considerável demonstrou ainda não ser sustentável financeiramente, entretanto, o levantamento também revela que há mais soluções se aproximando do modelo financeiramente sustentável. 

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Falando em faturamento, as pesquisas apontaram que: 

  • 40% dos entrevistados não tiveram faturamento em 2019
  • 29% faturaram até R$ 100 mil
  • 8%, faturaram entre R$ 101 mil a R$ 500 mil
  • 3%, faturaram entre R$ 501 mil a R$ 1 milhão
  • 3%, faturaram entre R$ 1,1 milhão a R$ 2 milhões
  • 3%, faturaram mais de R$ 2,1 milhões
  • 14% não declararam
Empresas com equipes femininas recebem menores recursos que as lideradas por homens
Empresas com equipes femininas recebem menores recursos que as lideradas por homens.

Equipes femininas recebem menores recursos: confira a desigualdade mostrada no relatório 

A pesquisa destaca que as mulheres estão presentes em 67% dos negócios mapeados e os homens, em 71%. Entretanto, empresas com equipe feminina recebem menores recursos financeiros e apoios para crescimento. 

Isso quer dizer, na prática, elas são menos selecionadas para os processos de aceleração e recebem menos investimentos e incentivos.

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Por consequência, as mulheres empreendedoras estão menos presentes entre os negócios em fase de escala: 25% das mulheres contra 35% de homens. 

Vale ressaltar que a pesquisa também incluiu pessoas que se identificam como não binárias, mas não houve amostra suficiente para apresentação de dados. 

Relatório também mostra desiquilíbrio entre perfis raciais  

O relatório também apontou as diferenças de crescimento e valorização do trabalho da pessoa preta. E apontou que há grande desequilíbrio na análise do principal fundador/liderança do negócio, sendo 66% da raça branca. 

Além disso, empreendedores pardos, que representam 16% da base geral, e negros, que representam apenas 9% – nas nomenclaturas usadas na pesquisa –  registram maior dificuldade de acessar investimentos. 

Esse perfil também tem mais dificuldade em atravessar as fases iniciais da jornada. 

Falando em regiões do país, o norte representa, comparativamente, a melhor distribuição neste quesito, registrando 50% de empreendedores brancos, 32% de pardos/mulatos, 8% de origem indígena, 6% de negros, 2% de origem amarela/oriental e 2% sem declarar essa informação.

Perfil etário e de escolaridade

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A análise referente a idade mostra que há a necessidade de se incentivar a inserção de pessoas +50 no mundo do empreendedorismo. 

No comparativo, negócios com fundadores acima de 50 anos se mostram em estágios mais avançados da jornada e registram maiores faixas de faturamento, tendendo até mesmo a não buscar apoio de aceleradoras/incubadoras. 

A pesquisa revela que 22% do total de empreendedores mapeados tem entre 18 e 29 anos; 49%, entre 30 e 49 anos; 17%, entre 45 e 54 anos; 9% têm acima de 55 anos; e 3% não declararam.

Quanto a escolaridade,  as formações em Ciências Exatas e, principalmente Administração de Empresas, são dominantes em negócios mais maduros, que foram investidos e em fases de escala. 

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Entre os entrevistados: 

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  • 53% têm pós-graduação, mestrado, doutorado ou pós-doutorado
  • 25% têm ensino superior completo
  • 13%, superior incompleto
  • 1%, fundamental completo ou médio incompleto
  • 8% não declararam

Já na análise de carreiras, 50% são formados em Administração de Empresas, Economia, Contábeis e/ou Computação, Engenharia, Física e Química (STEM).

E, falando sobre o tamanho das empresas, 14% são “Euquipe” – quando o empreendedor desempenha todas as funções, pois ainda não tem estrutura para contratação – 55% têm de duas a cinco pessoas; 27%, seis ou mais pessoas; e 69% do total utilizam equipes freelancers.

Para saber todos os dados levantados pelo Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, basta acessar o documento completo.  

Amanda Lino
Jornalista com mais de 8 anos de experiência. Trabalhou como redatora, repórter e produtora na emissora Nossa Rádio FM e produtora na Metropolitana AM, depois foi diretora-geral do conhecido podcast Mamilos, passou por algumas agências de São Paulo e Rio de Janeiro e agora, além de colaboradora da WebGo Content, é Copy Content na In House da divisão agrícola da Bayer e Host/Criadora do podcast "Me Empresta Seus Óculos".
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