Empréstimo consignado é o campeão de reclamações entre os usuários: saiba como identificar e fugir de golpes

A crise econômica pela qual o Brasil está passando já afetou o bolso de muita gente. Para manter o pagamento das contas em dia, alguns têm recorrido a instituições financeiras e solicitado dinheiro extra. Mas ao fazer isso é preciso ter cuidado. Ao invés de conseguir a solução, o consumidor pode ser vítima de um contrato irregular e sair no prejuízo. 

De acordo com informações divulgadas pelo Banco Central, o empréstimo consignado é o campeão de reclamações entre os usuários. Só no primeiro trimestre de 2021 já foram computadas 26.700 queixas sobre a conduta de bancos e financeiras, sendo que 6.798 se referem à oferta ou prestação de informação sobre empréstimo consignado de forma incoerente.

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Este serviço, por sinal, só pode ser contratado por trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, pensionistas e aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No caso do último grupo, os problemas tendem a ser mais frequentes, pois a terceira idade é o principal alvo quando o assunto é golpe financeiro.  

Empréstimo consignado lidera reclamações
Agressividade das empresas que atuam no setor colabora para o endividamento de mais de 60 milhões de pessoas.

As armadilhas que podem ficar ocultas durante a contratação do empréstimo consignado são extremamente nocivas ao bolso, principalmente, porque o desconto das parcelas é efetuado diretamente na conta corrente da pessoa, todos os meses. 

1º lugar em serviços financeiros com mais reclamações 

Não é de hoje que existem reclamações acerca da forma como bancos e financeiras lidam com os usuários de empréstimo consignado. Dados colhidos também pelo Banco Central em 2019 já indicavam um problema pertinente. Na época, foram registradas 9.010 ocorrências. 

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O levantamento foi feito de novo em 2020. Durante a pandemia – período em que as solicitações de empréstimo consignado aumentaram em pelo menos 20% – a situação se agravou. As reclamações sobre empréstimo consignado subiram para 14.049. Ou seja, aumento de 56%. 

Os abusos praticados durante a pandemia demonstram o desrespeito ao consumidor, principalmente no contexto da crise sanitária e econômica sem precedentes que nos assola. […]”, declara a economista e coordenadora do programa de Serviços Financeiros do Idec, Ione Amorim. 

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostra que no ano passado as ocorrências envolvendo o crédito consignado ocuparam a primeira posição no ranking totalitário. Para chegar neste número os especialistas levaram em conta as informações disponíveis no Portal do Consumidor. 

Saiba identificar golpes no empréstimo consignado 

A partir da onda de demissões que afeta o país, muitas famílias têm sido sustentadas somente por uma fonte de renda. Quando isso acontece as despesas ficam mais apertadas, inevitavelmente. E é aí que mora o perigo.  

No dia a dia, a população de baixa renda sofre assédio por parte de algumas financeiras que demonstram ter a solução para todas as dívidas, com opções de empréstimo consignado de fácil acesso.  

Contudo, vale ressaltar que tais instituições sempre saem no lucro com a comercialização desses serviços. Cabe ao consumidor ficar bem atento para ter certeza de que estará pagando somente o combinado, no fim das contas. 

Se você pretende fechar negócio com alguma empresa do setor, deve considerar as dicas listadas a seguir para evitar cair em maus lençóis. Veja: 

  • Verifique a confiabilidade do site.  
  • Pesquise a reputação da empresa no Reclame Aqui. 
  • Não faça pagamentos adiantados.  
  • Não passe senhas e acesso a conta bancária.  
  • Preste atenção ao tirar dúvidas na internet.  
  • Não preencha os dados pessoais em comentários nas redes sociais. 
  • Não feche negócios por SMS, mensagens de WhatsApp ou ligação. 
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Fontes: JRS Digital, Agora São Paulo e G1. 

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Ludmila Catharina
Uma jornalista de 23 anos, nascida e criada no quadradinho. Encantada por literatura e todas as formas de comunicação. Antes de atuar como redatora, participei dos programas de estágio do Ministério da Justiça, da Defensoria Pública do Distrito Federal e da Câmara dos Deputados. Atualmente, ocupo o papel de estudante, mais uma vez, fazendo especialização em Comunicação Organizacional e Estratégias Digitais no Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB).
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