Fazer empréstimo após o Open Banking: o que vai mudar?

O open banking é um sistema em que os brasileiros podem compartilhar dados entre as instituições financeiras e solicitar serviços.

Com a implementação desta plataforma, a expectativa é que as condições para conseguir um empréstimo no país melhorem.

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Open Banking pode oferecer melhores opções para os consumidores. Foto: Infomoney
Open Banking pode oferecer melhores opções para os consumidores. Foto: Infomoney

De acordo com o Banco Central, os bancos estão liberados para compartilhar informações dos correntistas e fazer ofertas de produtos e serviços.

Além disso, eles poderão oferecer benefícios para o consumidor, como tarifas mais baixas e condições mais vantajosas, como afirmou em entrevista ao G1.

Vale saber que as mudanças ainda deverão levar alguns meses para serem sentidas pelos consumidores, o que deve acontecer em novembro, como explicou o diretor do PicPay, fundador do Guiabolso e diretor da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), Thiago Alvarez, também em entrevista ao G1.

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Desde o mês de agosto, os clientes podem solicitar o compartilhamento de dados bancários com outras instituições financeiras.

No entanto, somente a partir do dia 27 deste mês é que poderão ser compartilhadas informações relacionadas aos históricos de transações, cartão de crédito e operações como financiamento e empréstimo.

Vale lembrar que o compartilhamento acontece apenas se o consumidor quiser e é ele quem define quais dados quer autorizar e por quanto tempo.

Saiba que não existe aplicativo para download, site específico para cadastro e não é preciso ir até uma agência bancária para assinar documentos.

Como o Open Banking vai funcionar?

Um dos efeitos práticos esperado por este sistema é o aumento da concorrência e redução do custo do crédito, principalmente para quem tem histórico de bom pagador.

O consumidor que autorizar o compartilhamento de dados bancários receberá propostas e condições melhores de outros bancos e fintechs.

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Isso acontecerá, pois, com um bom histórico do consumidor, a instituição concorrente terá mais elementos para calcular o risco de crédito do cliente e oferecer outras taxas e modelar produtos e serviços conforme o perfil de cada clientes.

O que muda agora é que a instituição financeira vai saber quais são as linhas de crédito que esse cliente tem, quais são os limites que ele tem, o histórico financeiro dele, e vai poder oferecer uma taxa melhor, um produto melhor, mais adequado para esse perfil”, afirmou Alvarez ao G1.

A expectativa é que open banking comece a ser usado por algumas instituições a partir de outubro e novembro, como instrumento para análise de crédito, mas não de forma disseminada.

De acordo com o especialista, ainda deve demorar um ou dois anos para que diversas instituições financeiras usem o open banking como sua política padrão.

Como participar?

O consumidor que desejar compartilhar suas informações com outras instituições financeiras deverá informar na hora que for contratar um serviço financeiro em outro banco, por exemplo.

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Todo o processo de autorização será feito pela internet.

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Outra opção para aderir ao open banking é através do celular ou computador, quando o consumidor acessar os canais digitais das instituições financeiras.

Um ponto importante para entender é que a instituição financeira ou a instituição de pagamento é que vai abordar o cliente e falar: ‘Olha, para você ter uma linha de crédito melhor, com uma taxa de juros menor, com prazos maiores, limites maiores e tudo o mais, compartilhe aqui as informações que você tem em outras instituições financeiras'”, explicou Alvarez em entrevista ao G1.

Apenas as instituições financeiras e as demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco do Brasil podem participar do ecossistema do Open Banking.

Conheça as regras e restrições

Conforme as regras definidas pelo Banco do Brasil, o compartilhamento de dados bancários deverá ocorrer apenas se o cliente autorizar, de acordo com as finalidades determinadas e por um prazo específico.

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O prazo para compartilhamento deverá ser definido pelo cliente, podendo ser de no máximo 12 meses.

O consumidor que deverá ser informado sobre as instituições financeiras que estão autorizadas a acessar seus dados.

O consumidor deverá deixar claro para qual finalidade ele compartilhou seus dados, ou seja, ao fornecimento de qual produto ou serviço se refere:

Não é que agora o consumidor vai de repente receber uma enxurrada de opções, de linhas de crédito, não é isso. Até mesmo porque ele vai compartilhar com aquela instituição que optar. Então, o banco A me pediu para compartilhar informação das outras instituições que tenho relacionamento com ele, compartilho só com o banco A, não estou dando autorização para compartilhar com o banco B, C, D ou E”, afirmou Alvarez.

É importante lembrar que o consumidor tem garantida a opção de não compartilhar seus dados ou revogar o consentimento a qualquer momento.

Bruna Santos
Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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