Escassez de produtos afeta todo o mundo: saiba quais os que mais faltam no Brasil

Se você nunca pensou que faltariam produtos nos Estados Unidos e em todo o mundo, saiba que muitas coisas mudaram.

Os Estados Unidos, um dos países mais ricos do mundo, enfrenta dificuldades relacionadas à escassez de produtos.

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Adquirir um carro, móveis ou matérias de construção deixou de ser uma tarefa fácil no país.

Congestionamento de contêineres provoca falta de produtos. Foto Gwtty Images via BBC
Congestionamento de contêineres provoca falta de produtos. Foto: Gwtty Images via BBC

Em alguns casos, os consumidores precisam esperar por meses antes de conseguir os produtos que precisam.

Isso está acontecendo, pois, há um congestionamento de contêineres nos principais portos do mundo e essa parada está provocando interrupções intermitentes nas cadeias de abastecimento.

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Falta de estoque

Muitas empresas que trabalham com estoque mínimos para reduzir os custos e quando essas situações ocorrem, elas ficam sem a quantidade de produtos para atender a demanda.

A Analista de varejo da consultoria Global Data Retail, Neil Sunders, em entrevista para o G1, adverte que alguns consumidores não encontrarão coisas que precisam.

Vale saber que essa demanda de produtos cresceu nos últimos meses no contexto de uma reativação econômica após 2020, que representou uma das piores recessões globais das últimas décadas.

Pandemia

O problema é que a crise sanitária causada pela pandemia de covid-19 alterou o ritmo do fluxo do comércio nacional e quando o consumo aumenta em vários países, ao mesmo tempo, os meios de transportes como os portos, rotas marítimas, trens e aviões, que transportam os produtos não conseguem acompanhar.

Nem algumas indústrias que produzem peças fundamentais para a fabricação de outros produtos, como microchips conseguem alcançar o ritmo atual.

Em falta

A escassez de semicondutores tem causado problemas para as empresas fabricantes de automóveis, computadores, laptops, celulares ou consoles de videogames.

Pode ser necessário de um a dois anos para que a indústria possa colocar a demanda em dia”, declarou Patrick Gelsinger, diretor-executivo da Intel, para o G1.

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Saiba que a mesma situação está ocorrendo com materiais fundamentais para a fabricação de roupas, sapatos e comida, mas a lista é interminável.

O diretor-executivo da Associação Americana de Roupas e Calçados, Steve Lamar, orienta que os presentes de Natal sejam comprados desde já.

Frete alto

O preço do frete disparou, devido a alguns contêineres estarem presos no porto. A confirmação foi feita pela empresa Legwear & Apparel, que fabrica produtos para marcas como Puma, Champion e Skechers.

Para o jornal Washington Post, o diretor de operações e finanças da empresa, Christopher Volpe, disse que está pagando cerca de US$ 24 mil para enviar contêineres dos Estados Unidos à Ásia.

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Ele afirma que o mesmo procedimento custava US$ 2 mil antes da pandemia.

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Nos Estados Unidos e na Coreia do Sul, as histórias de restaurantes que tiveram que alterar o menu se repetem todos os dias.

Embora sejam situações excepcionais, a dificuldade do comércio internacional é uma tendência.

Em 2022, a situação pode continuar difícil

A maioria dos varejistas disse que têm produtos suficientes apenas para atender à demanda por pouco mais de um mês e esta situação implica em um dos níveis mais baixos de estoque desde o ano de 1992, de acordo com o Departamento do Censo dos Estados Unidos.

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Ainda há muitas incertezas sobre o que pode acontecer, especialmente agora com a variante Delta do covid-19, propagando rapidamente em todo o mundo.

As interrupções no fornecimento podem continuar até boa parte de 2022, declarou o presidente da Reserva Federal de St. Louis, James Bullard.

No entanto, conforme a demanda e a oferta aumentam, haverá algumas semanas em que os consumidores, verão escassez de certos produtos e depois de outros.

Atualmente, se tornou mais difícil encontrar materiais plásticos para embalagens, bolsas de papel, carne ou aceite para cozinhar.

Às vezes, isso acontece por problemas de fluxo de trens e caminhões, outras vezes porque a remessa internacional não chegou ou teve falta de mão de obra.

Bruna Santos
Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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