9 estados reiniciam aulas presenciais nas escolas

O mês de agosto começou e, com ele, vários Estados autorizaram o retorno das aulas presenciais. Na maioria dos casos, o formato adotado para as aulas será o híbrido, em que parte da turma fica na sala de aula e outra metade continua no ensino a distância. 

De acordo com um levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), atualizado no dia 26 de julho, pelo menos nove Estados resolveram voltar com as aulas presenciais neste mês: Acre, Alagoas, Ceará, Sergipe, Goiás, Piauí, Roraima, Tocantins e Mato Grosso do Sul.

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Outros Estados que já tinham retornado com algum tipo de atividade presencial nas escolas são: Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Já a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), aponta que 16% das redes municipais de ensino já retomaram com o ensino presencial em 2021.

A rede municipal é responsável por creche, pré-escola e ensino fundamental até o quinto ano. Já a rede estadual faz matrículas dos anos finais do ensino fundamental, do sexto ao nono ano e do ensino médio. 

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As escolas particulares estão liberadas para atender alunos de forma presencial em todo o país. 

Quais cuidados devem ser tomados com o retorno das aulas presenciais?

Aulas presenciais voltam no país
Em agosto, aulas presenciais em pelo menos nova Estados retornam. (Imagem: Pixabay / Divulgação)

A maioria das escolas na rede pública brasileira estão fechadas para as aulas presenciais desde março de 2020. Neste meio tempo, o ensino a distância, com materiais didáticos enviados para as casas dos estudantes foi a única solução. Muitas escolas apostaram também nas aulas online, mas a realidade da desigualdade no país não possibilitou que as metas de ensino fossem atingidas com sucesso. 

Por isso, depois de mais de um ano sem aulas nas escolas, muitos desafios surgem com o retorno presencial. A alfabetização atrasada de crianças, a falta de convívio social e as dificuldades em manter a ordem em uma pandemia, são apenas alguns deles. 

Ainda sim, o Ministério da Educação é favorável à volta às aulas nas salas. 

Quero conclamá-los ao retorno às aulas presenciais. O Brasil não pode continuar com as escolas fechadas, gerando impactos negativos neste e nas futuras gerações (…) Vários países retornaram às aulas presenciais ainda em 2020, quando sequer havia previsão de vacinação. O uso de álcool-gel, a utilização de máscaras e o distanciamento social são medidas que o mundo está utilizando com sucesso”, defendeu Milton Ribeiro em um pronunciamento oficial no dia 20 de julho. 

Com isso, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, também no mês de julho, um parecer com orientações para as escolas. 

O CNE reconhece, em primeiro lugar, que a pandemia não acabou (…) A primeira [recomendação] é o controle sanitário e a vacinação, para o retorno seguro ao presencial. Recomendamos fortemente esse retorno presencial, porque os danos de aprendizagem que estão aí são muito preocupantes”, ressaltou o conselheiro Mozart Neves Ramos. 

Outras sugestões são: 

  • Escolas devem fazer uma avaliação para saber a situação atual de cada estudante e o que pode ser aprendido;
  • Escolas devem seguir a Base Nacional Comum Curricular (BNCC);
  • O ensino remoto deve continuar, para não encher as salas de aula e para ensinar conteúdos que não foram aprendidos até o momento. 
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Sobre o ensino remoto, Ramos reforça que erros de 2020 não podem ser repetidos agora. 

Uma recomendação forte do CNE para o ensino híbrido [que mescla presencial e remoto]. Não dá para fazer como se fez no ano passado. No ano passado, era o que tinha. Os professores foram para a luta sem estar preparados. A consequência foi, mesmo para quem teve a oportunidade de acesso ao ensino híbrido, situações muito a desejar, porque não tínhamos nem material adequado para isso”, diz o conselheiro. 

Especialistas ainda reforçam a necessidade de manter o distanciamento social e o uso obrigatório de máscaras, de preferência, com qualidade mais alta. 

Estudos do projeto ModCovid19 concluíram que o uso de máscaras de pano finas aumenta em 1.141% o risco de contrair doenças.

Realidades para a volta às aulas

Uma pesquisa feita pelo Datafolha a pedido da Fundação Lemann e do Instituto Natura entrevistou 1.315 responsáveis por mais de 2.100 crianças e adolescentes matriculados na rede pública ou fora da escola, de todo o país. 

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O estudo mostra algumas realidades advindas de mais de um ano sem aulas presenciais:

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  • 56% dos alunos ganharam peso na pandemia; 
  • 44% das crianças e adolescentes se sentiram tristes e 38% tiveram medo;
  • 34% dos estudantes perderam interesse pela escola;
  • 75% dos jovens sentem falta das aulas presenciais ou de algum professor;
  • 60% dos alunos sentem falta do convívio social e dos amigos.

Fonte: Agência Brasil

Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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