Fases do Open Banking: o que muda em cada uma?

A segunda fase do open banking, que estava prevista para este mês, foi adiada para agosto.

As alterações no cronograma foram realizadas pelo Conselho Monetário (CMN) e pelo Banco Central (BC).

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A justificativa foi a maior necessidade de testar o sistema de compartilhamento de dados das instituições financeiras.

Conheça as fases do open banking. Foto: linx
Conheça as fases do open banking. Foto: linx

O fundador e CEO da Bom Pra Crédito, Ricardo Kalichsztein, aponta que esse processo tende a impulsionar diversas facilitadoras no processo de concessão de crédito, enquanto as empresas terão acesso às informações mais ricas sobre o histórico financeiro de cada consumidor.

O site iDinheiro conversou com alguns especialistas no mercado de crédito para avaliar as relações entre a segunda fase do open banking e o mercado de crédito, destacando qual será o impacto positivo para o consumidor, na prática.

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Segunda fase open banking: benefícios na solicitação de crédito

Em entrevista para o iDinheiro, Kalichsztein fez uma analogia com a vida real.

Vamos pensar em uma situação específica. De um lado, tenho em mãos a fotografia de alguém. A partir dessa imagem estática, consigo fazer uma análise inicial e tirar conclusões específicas sobre quem ela pode ser. Por outro lado, tenho acesso não apenas a uma fotografia, mas um filme completo de uma segunda pessoa. No segundo caso, temos informações mais completas e conseguimos acertar muito mais naquelas previsões que fizemos inicialmente, concluiu.

O especialista explica que o mesmo acontece no mercado de crédito: quanto mais detalhadas forem as informações financeiras de uma pessoa, mais robusta é a análise feita pelas instituições responsáveis pela aprovação.

Pense em um cliente que paga as contas com quatro dias de atraso todos os meses. A informação inicial que pode ser interpretada pelos bancos é que não estamos lidando com um bom pagador. No entanto, existem conclusões mais profundas que podem justificar esse comportamento padrão. Seria o caso dessa pessoa receber o salário sempre após o vencimento de algumas contas que não conseguiram ter a data de vencimento alterada”, exemplifica.

Veja todas as fases do open banking

Fase 1: Dados públicos das instituições financeiras

As instituições financeiras disponibilizam dados de forma padronizada de seus canais de atendimento e de seus produtos e serviços, incluindo as taxas e tarifas de cada item ofertado.

Fase 2: Compartilhamento de dados do consumidor

O consumidor poderá compartilhar seus dados com as instituições que preferir. Tudo é feito por meio de consentimento, que pode ser revogado a qualquer momento.

Fase 3: Serviços à escolha do consumidor

Os consumidores terão acesso a serviços financeiros como pagamentos e encaminhamento de propostas de crédito, sem a necessidade de acessar os canais das instituições financeiras com as quais eles já têm relacionamento.

Fase 4: Ampliação de dados, produtos e serviços

Inclusão de novos dados que poderão ser compartilhados, além de novos produtos e serviços, tais como contratação de operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência privada.

Saiba mais

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O open banking é um conjunto de regras e tecnologia que permite o compartilhamento de dados financeiros de clientes entre instituições financeiras e de pagamento através de abertura e integração de seus sistemas.

O processo deve ser parecido com a portabilidade de crédito e funcionará da seguinte forma:

  • O cliente do banco A faz a solicitação de cotação por meio do app ou internet banking do banco B.
  • O banco B aciona o banco A para ter acesso às informações financeiras do cliente.
  • O banco A pede autorização do cliente para compartilhar seus dados com o banco B e, quando há o consentimento, envia os dados.
  • O banco B consegue fazer uma cotação de forma mais rápida e customizada a partir do histórico do cliente que teve acesso.

Saiba que o open banking faz parte da agenda do Banco Central de incentivo à competitividade no Sistema Financeiro Nacional. Seu objetivo é fazer com que os consumidores tenham mais autonomia sobre sua vida financeira e acesso a mais opções de produtos e serviços, com menos custos e mais transparência.

Fonte: iDinheiro e Open Banking Brasil

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Bruna Santos
Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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