Polícia Federal investiga fraudes em 5 mil benefícios do Auxílio Emergencial

A Polícia Federal realizou uma operação na manhã de ontem (4) para investigar pessoas suspeitas de fraudar o auxílio emergencial, benefício concedido pelo governo federal em razão da crise causada pela pandemia.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Miracema do Tocantins.

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Polícia Federal investiga fraude contra auxílio emergencial. Foto: PF/ Divulgação
Polícia Federal investiga fraude contra auxílio emergencial. Foto: PF/ Divulgação

A operação chamada de “Injusta Parcela” contou com a participação de cinco policiais federais.

A polícia apurou que os investigados receberam o equivalente a três parcelas do benefício de forma fraudulenta.

Agora, o objetivo é verificar se há uma organização criminosa envolvida na aplicação dos golpes.

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Se o crime for constatado, os envolvidos podem responder pelo crime de furto mediante fraude e estelionato.

Vale saber que razão da pandemia, a Polícia Federal adorou uma logística de prevenção ao contágio da Covid, com distribuição de equipamentos de proteção aos envolvidos, para preservar a saúde dos policiais, testemunhas e investigados.

Fraudes no auxílio emergencial

A Polícia Federal deflagrou hoje (5) uma operação contra um grupo suspeito de fraudes também envolvendo o auxílio emergencial. As ações ocorrem nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais.

A operação foi batizada de Voitheia II, que em grego significa auxílio, e cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, além do cumprimento da determinação judicial de sequestro dos bens dos investigadores.

De acordo com as informações da Polícia Federal, responsável pela investigação, a estimativa é que cerca de 5 mil benefícios do auxílio emergencial foram fraudados pela organização criminosa.

Em abril, quando foi a primeira fase da operação foi deflagrada, a Polícia Federal prendeu quatro pessoas em flagrante.

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Segundo a corporação, os trabalhos realizados são resultados da Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE) que contam com a participação da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, Caixa, Receita Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União.

Os objetivos da atuação interinstitucional são a identificação de fraudes massivas e a desarticulação de organizações criminosas, com a responsabilização de seus integrantes, além da recuperação aos cofres públicos dos valores pagos indevidamente”, explicou a PF, em nota.

Golpes digitais

Os beneficiários do auxílio emergencial devem ficar muito atentos para não cair em golpes digitais.

Os golpes digitais são crimes cometidos por hackers. Eles se esforçam para roubar seus dados, senhas e o máximo de informações pessoais através da internet.

Veja alguns exemplos do que eles podem fazer com os dados vazados:

  • Clonagem de WhatsApp;
  • Abertura de contas bancárias;
  • Uso de cartões de crédito e cheque especial;
  • Empréstimos e financiamentos;
  • Abertura de empresas;
  • Compras na internet.

Saiba que esses golpes podem ser aplicados em muitos sites e aplicativo. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, já bloqueou mais de 60 aplicativos falsos, que até se parecem com a plataforma oficial, mas são impostores.

Para saber se você está no aplicativo oficial, siga esses três passos:

  1. Verifique o nome, ele deve ser exatamente “CAIXA| Auxílio Emergencial”;
  2. Abaixo do nome, observe quem é o fornecedor. A versão original é disponibilizada somente pela “Caixa Econômica Federal”;
  3. Baixe clicando no link disponível para o sistema operacional do seu celular Android ou iOS.
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É muito importante saber que a Caixa não envia comunicados ou avisos via e-mail falando sobre o benefício ou solicitando dados.

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Se você receber um e-mail assim, não clique em links e não faça downloads de arquivos.

Saiba que a Caixa também não faz comunicados pelo WhatsApp, embora o número de relatos por este aplicativo seja maior. As correntes recebidas são fake news e tentativas de golpes.

Qualquer dúvida entre em contato com uma agência da Caixa ou pelo telefone: 0800 726 0101.

Bruna Santos
Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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