Aumento da gasolina em 2021: Valor médio já superou o reajuste do salário mínimo!

Gasolina deve sofrer aumento nos postos de combustíveis pela quinta vez consecutiva apenas este ano.

A decisão também afeta o preço do gás de cozinha e outros produtos e serviços.

Reajuste

Logo nos primeiros meses de 2021 o preço da gasolina aumentou significativamente nos postos de combustíveis.

Com isso, o preço chegou a uma média de 7,7%, conforme os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

O reajuste da gasolina superou o reajuste de 5,26% do salário mínimo deste ano, mas não parou por aí.

abastecimento de carro

A Petrobras anunciou um novo reajuste para as refinarias, no valor de de 4,8%. Com isso, as porcentagens acumuladas desde o começo do ano chegam a 41,5%.

Com o aumento da gasolina o valor médio por litro nas refinarias passará a ser de R$2,60 e de R$2,70 para o diesel.

Vale lembrar que o reajuste também afetou o diesel, o combustível mais utilizado pelos caminhões que agora passa a ter preço de 5%.

Consequentemente, o reajuste afetou o valor do gás de cozinha que passará a ser de 5,2%.

Consumidor

É importante ressaltar que a porcentagem da gasolina que sofreu aumento é repassada ao consumidor de forma direta e indireta considerando a margem de lucros dos postos de combustíveis.

Esse fato se dá pela participação dos combustíveis no cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, responsável por medir a inflação nacional e afetar uma grande cadeia de produtos e serviços.

Petrobras

O aumento do valor da gasolina foi justificado pela Petrobras diante do valor dos produtos no mercado internacional e da taxa de câmbio. 

A criação de um fundo de estabilização dos combustíveis pelo estado a fim de controlar a escalada dos preços no país e manter o valor estável ao longo do ano não foi aprovada pelo presidente da Petrobras, Castello Branco.

A entidade já anunciou o afastamento do presidente a partir do dia 20 deste mês. A medida é apoiada por outros representantes que ressaltam que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não é o maior vilão dos preços.

O presidente Jair Bolsonaro apoia o corte de impostos federais de combustíveis por dois meses, mas economistas temem o efeito prático dessa ação sobre o valor final dos produtos, como é o caso do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Jair Bolsonaro também defende a implementação de novas refinarias no país com o intuito de controlar os constantes aumentos no valor dos combustíveis.

É importante lembrar que após o anúncio de Bolsonaro de que o novo presidente da Petrobras seria o general Joaquim Silva e Luna as ações da Petrobras caíram em R$102 bilhões.

Felipe Calbo
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo atuante na chamada "massa de mídias", trazendo mais um braço da pluralidade de opinião em detrimento do mito da imparcialidade.
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