Em 2018 despesas com alimentação no Brasil era de R$209: gasto subiu 85%

Contribuição foi diferente para regiões e composições familiares

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou hoje (19) a análise por alimentação da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2017 e 2018.

Entre uma das constatações da pesquisa foi possível notar que a despesa per capita mensal no Brasil foi de R$209,12. 

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Áreas e regiões

Na área urbana a contribuição foi de R$186,28 (89,1%) e na área rural foi de R$22,84 (10,9%). 

Em relação às regiões, o Sudeste foi o que mais contribuiu com a renda mensal por pessoa, chegando a 45,7% da média, enquanto o Nordeste atingiu 23,4%.

Faixa etária

De acordo com o IBGE, a faixa etária entre 25 e 49 anos de idade impulsionou o valor médio da despesa com alimentação em R$101,45, representando 48,5% da média.

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Trabalho

Em relação a despesa per capita mensal, às pessoas com carteira assinada chegaram a contribuir mais, chegando a R$50,66. Já aquelas que desempenham força de trabalho o valor foi de R$53,32 e por conta própria  de R$42,58.

Raça 

Diante das famílias com pessoa de referência da cor branca a média do valor foi de R$73,50) e de pretos e pardos chegou a R$71,38.

O gasto mensal por indivíduo foi relativamente maior nas famílias lideradas por homens (R$90,48) em comparação com aquelas lideradas por mulheres (R$56,97). 

Composição familiar

Quando se trata de composição familiar a despesa mensal por pessoa é maior nas famílias com mais de um adulto com pelo menos uma criança (R$52,54) e com mais de um adulto sem criança (R$46,45).

Fora de casa

A alimentação fora de casa aponta que a despesa mensal por pessoa foi maior para quem tinha ensino superior completo, chegando a R$20,79, bem como entre os empregados com carteira (R$16,91) e por conta própria (R$12,10). 

Diante da média brasileira a despesa per capita com alimentação no domicílio chegava a 70,5% enquanto fora do domicílio chegava a 29,5%.

Segurança alimentar

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No período de referência da pesquisa, o Brasil apontou um percentual da população que vivia em domicílios com segurança alimentar de 59%.

Na contramão, 41% viviam com algum grau de restrição de acesso à alimentação em quantidade e variedade apropriada.

Em relação ao grau de insegurança alimentar leve foram identificados 27% dos domicílios, dos quais 13,9% já estavam comprometidos.

Contribuição foi diferente para regiões e composições familiares

Outros 41% da população com insegurança alimentar, cerca de 28,4% residiam em domicílios com a pessoa de referência preta ou parda, enquanto 12,1% era branco.

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O IBGE também mostrou que o valor mensal mínimo necessário por indivíduo em relação aos gastos com alimentação familiar e por situação de segurança alimentar era de R$348,60, sendo R$311,84 na área urbana e a maior parte no Sudeste.

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Insegurança alimentar

Outro apontamento feito pelo IBGE foi que as famílias com algum tipo de insegurança alimentar tinham despesa média por pessoa de R$153,49. 

O número era menor ainda para insegurança alimentar leve, chegando a R$163,50 e de aproximadamente R$134 para insegurança alimentar moderada ou grave.

Vale lembrar que o IBGE faz a classificação do nível de segurança alimentar com base no acesso pleno e regular aos alimentos de qualidade e em quantidade suficiente, de modo que não comprometa o acesso a outras necessidades essenciais. Veja como é a classificação:

  • Insegurança alimentar leve: há preocupação ou incerteza quanto ao acesso aos alimentos no futuro, além de queda na qualidade adequada dos alimentos resultante de estratégias que visam não comprometer a quantidade de alimentação consumida;
  • Insegurança alimentar moderada: há redução quantitativa no consumo de alimentos entre os adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação;
  • Insegurança alimentar grave: há redução quantitativa de alimentos também entre as crianças, ou seja, ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre todos os moradores do domicílio. Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no lar.
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A pesquisa também mostrou que a avaliação subjetiva da população diante do padrão alimentar da família foi de 58,3% para “bom”, enquanto 35,9% o avaliou como “satisfatório” e 5,8% como “ruim”.

Fonte: G1 e Agência Brasil.

Julia de PaulaJulia é formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e, no momento, atua como redatora para o portal NoDetalhe. Ao longo da carreira, a jornalista tem se especializado em produção de conteúdo otimizado para motores de busca e conversão, além de gerenciamento de mídias sociais e marketing digital.
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