869 mil caíram na malha fina do Imposto de Renda 2021: o que fazer?

Mais de 860 mil contribuintes caíram na malha fina do Imposto de Renda neste ano. As informações são da Receita federal e foram divulgadas na última quinta-feira (30).

De acordo com o órgão, foram entregues 36.868.780 declarações este ano. Deste total, 869.302 declarações foram retidas em malha, sendo 2,4% do total de documentos entregues.

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É possível corrigir as informações do Imposto de Renda em caso de Malha Fina. Fonte: Jornal Contábil
É possível corrigir as informações do Imposto de Renda em caso de Malha Fina. Fonte: Jornal Contábil

Declarações retinas na malha fina

Entre as declarações retidas, 666.647 são declarações com impostos a restituir; 181.992 com imposto a pagar, e 20.663 com saldo zero.

Os principais motivos de retenção na malha fina, de acordo com a Receita Federal, são:

  • 41,4% – omissão de rendimentos sujeitos ao ajuste anual (de titulares e dependentes declarados);
  • 30,9% – deduções da base de cálculo (principal motivo de dedução – despesas médicas);
  • 20,0% – divergências no valor de IRRF entre o que consta em Dirf e o que foi declarado pela pessoa física;
  • 7,7% motivados por deduções do imposto devido, recebimento de rendimentos acumulados, e divergência de informação sobre pagamento de carnê-leão e/ou imposto complementar.

Como saber se o contribuinte está na malha fina?

Para isso, o contribuinte deve verificar a situação da sua declaração:

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  • Na página da Receita Federal;
  • No site ou aplicativo da Receita para tablets e smartphones.

Ao realizar a consulta será informado se há ou não pendências que impeçam o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na “malha fina” do leão.

Os contribuintes também saber se está na malha fina acessando o extrato do Imposto de Renda no site da Receita Federal, no Central Virtual de Atendimento e-CAC.

Para acessar o extrato, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal, ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

Vale lembrar que as restituições de declarações que apresentam inconsistência, em situação de malha fina, são liberadas após o cidadão corrigir, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta.

Caí na malha fina. E agora?

Se o contribuinte houver pendências, há três alternativas:

  • Corrigir a Declaração apresentada: através da Declaração Retificadora, sem multa ou penalidade, se houver erros nas informações declaradas à Receita Federal. Saiba que essa correção não será possível depois que o contribuinte for intimado ou notificado.
  • Aguardar comunicado da Receita Federal: para apresentar documentação que explique a pendência apresentada no Extrato;
  • Apresentar todos os comprovantes, de forma virtual: além disso, é preciso apresentar documentos que atestam os valores declarados e apontados como pendência no Extrato.

Para apresentar os documentos, é necessário verificar com atenção as orientações do Extrato do Processamento da DIRPF e formalizar um Processo Digital para a Malha Fiscal por meio do Portal e-CAC.

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Para as informações sobre o Processo Digital da Malha Fina, consultar Malha Fiscal – Atendimento, a partir do espaço Onde Encontro.

A apresentação dos documentos, neste caso, é de inteira responsabilidade do contribuinte, que poderá ainda assim ser intimado ou receber uma notificação de lançamento da Receita Federal”, informa o fisco.

Como não cair na malha fina?

Quem não quer cair na malha fina deve se atentar alguns pontos, como:

  • Despesas médicas sem comprovação e valores incorretos – esse é um dos principais erros cometidos. Os valores devem ser lançados corretamente, pois, essas informações são comparadas com as que constam na Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dimed), um registro de todos os serviços prestados na área. E também, não deixe de informar os valores de reembolso, caso os tenha.
  • Lance também os valores dos dependentes, mesmo que se trate de um trabalho temporário exercido por esse dependente. Neste item, atente que dependentes aposentados, como pais ou avós, além dos valores das aposentadorias.
  • Receitas com aluguéis tanto para o inquilino quanto para o proprietário, devem ser informados.
  • Aumento de patrimônio incompatível com os rendimentos – Essa é uma situação sempre muito observada. Alguns fatores podem levar a esse erro como rendimentos informais e doações recebidas e não declaradas,
  • Omitir receitas ou rendimentos – Esse é um procedimento perigoso. Pessoas que tem uma segunda fonte de renda, um aposentado que ainda está ativo. Todos os rendimentos precisam ser declarados e até aqueles de valores pouco significativos.

Fonte: Serasa Certificado Digital

Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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