Imposto de Renda 2022: governo prevê alterações nas faixas de renda

Imposto de Renda deve sofrer alterações nas faixas de renda
Imposto de Renda deve sofrer alterações nas faixas de renda

A equipe econômica do governo federal continua trabalhando com uma alíquota final de 27,5% no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) na proposta de reforma que deve ser apresentada em breve.

Mas, é importante saber que ele deve reajustar todas as faixas de valores de enquadramento dos contribuintes, começando pela isenção.

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Imposto de Renda deve sofrer alterações nas faixas de renda
Imposto de Renda deve sofrer alterações nas faixas de renda

Imposto de Renda: alterações

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), levantou a ideia, na semana passada, de reduzir a alíquota mais alta da tabela progressiva para 23% ou 24%.

A leitura na área econômica é que a fala de Lira indica um caminho que deve se tomar nas discussões do projeto no Congresso, mas que ainda está em fase final de elaboração do Executivo.

Mas, de acordo com fontes, se isso acontecer teria que haver compensações. Uma das alternativas é reduzir as possibilidades de dedução, conforme estava sendo estudada pelo governo, mas devido ao impacto negativo na classe média, foi abandonada.

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Outra ideia de compensação seria o imposto de transações, sonho do governo, mas ele não vai mais propor, deixando o Congresso avançar com a ideia se considerar apropriado para aliviar a carga de outros tributos.

Bolsonaro tem planos para aumentar isenção de Imposto de Renda

No mês de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que deseja aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda, em 2022, para R$ 3 mil.

Em sua campanha eleitoral, o atual presidente havia indicado o interesse de aumentar o valor de isenção para R$ 5 mil.

No entanto, Bolsonaro alegou que o governo não conseguiu implementar a mudança na tabela, devido à pandemia de covid-19, que teve início em 2020. O argumento de Bolsonaro foi que o país teve um endividamento de R$ 7 bilhões.

Segundo informações, esse teria sido o motivo para a alteração nas regras do Imposto de Renda, já que conforme o anúncio de Bolsonaro “o Brasil está quebrado” e que não conseguiria “fazer nada” na economia. Apesar desse discurso, o presidente voltou a sugerir a mudança na tabela.

IR 2021 fica mais caro

Em 2020, foi registrada uma defasagem de 113,09% da correção da tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Este levantamento foi feito pela Diretoria de Estudos Técnicos do Sindifisco Nacional.

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Isso significa que o contribuinte passa a pagar mais imposto que anteriormente.

Conforme as informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do ano passado, sofreu um aumento de 4,52%.

Vale saber que a alta anual ampliou a diferença entre o IPCA acumulado nos últimos 24 anos, além da correção da tabela do IRPF.

Se a tabela do Imposto de Renda tivesse correção pela inflação acumulada, os trabalhadores que ganhassem até R$ 4.022,89 estariam isentos do pagamento do tributo.

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Isso porque a renda mensal para a isenção do imposto é de R$ 1.903,98, ou seja, o valor atual é menos da metade considerada ideal para a sociedade.

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A tabela atual prevê uma alíquota de 7,5% aos contribuintes com rendimentos entre R$ 1.903,00 e R$ 2.826,65.

Um estudo do Sindifisco afirma que a correção pelo IPCA resguardaria a alíquota de 7,5% aos contribuintes que recebem entre R$ 4.022,90 e R$ 5.972,39.

Vale saber que a tabela do Imposto de Renda foi atualizada pela última vez em 2015.

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Nos últimos 24 meses, a correção esteve acima da inflamação em apenas cinco vezes, o que revela um aumento na desigualdade social, já que a população que recebe salários menores segue com parte considerável da tributação.

Prazo para entrega de declaração do Imposto de Renda termina hoje (31)

Hoje é o último dia do prazo final para declaração do Imposto de Renda. O documento pode ser entregue até às 23h59 e quem perder a data deverá pagar multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior.

Neste ano, a declaração é obrigatória para quem recebeu acima de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis em 2020, equivalente a um salário acima de R$ 1.903,95, incluindo o décimo terceiro.

Já a restituição será paga em cinco lotes, como no ano passado. as datas foram distribuídas em:

  • 31 de maio (primeiro lote);
  • 30 de junho (segundo lote);
  • 30 de julho (terceiro lote);
  • 31 de agosto (quarto lote);
  • 30 de setembro (quinto lote)

Elas não foram alteradas mesmo com o adiamento do prazo da declaração de Imposto de Renda Pessoa Física.

Bruna SantosJornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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