Imposto de Renda passará por novas alterações: veja o que o ministro e as entidades querem mudar

O ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu mudanças na proposta de reforma tributária após críticas de empresários. Com isso, o projeto que corrige a tabela do Imposto de Renda pode passar por alterações.

Nesta semana, representantes de mais de 120 instituições criticaram a reforma tributária proposta pelo governo em uma carta enviada ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Após as críticas, Guedes se reuniu com líderes empresariais em São Paulo e prometeu corrigir “distorções” no texto.

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Além de promover alterações no Imposto de Renda de pessoas físicas, a proposta de reforma também prevê tributação sobre pagamentos que as empresas fazem a acionistas, operações que hoje são isentas. Segundo interlocutores, um dos motivos da viagem do ministro a São Paulo foi a reação dos empresários ao texto da reforma.

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Paulo Guedes se reúne com empresários e fala em “corrigir distorções” na reforma do IR após críticas. Foto: Evaristo Sá/AFP

Durante o encontro com o empresariado, Guedes afirmou que vai garantir que o projeto não leve a aumento de tributos. Mas nem todos os empresários convidados pelo ministro compareceram à reunião.

Entre as ausências, chama a atenção nomes de peso PIB brasileiro, como Luiza Trajano (Magalu), Bruno Blatt (Qualicorp), Flávio Rocha (Riachuelo) e de Josué Gomes da Silva (Coteminas), novo presidente da Fiesp. Além da falta da falta de tempo hábil para comparecer, a resistência ao projeto foi um dos motivos para as ausências.

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No encontro, Guedes precisou lidar com o ceticismo de parte dos empresários em relação ao texto. Mas um dos argumentos destacados pelo ministro foi o fato de esta ser uma “oportunidade única” para aprovação da reforma, por conta da atuação do deputado Arthur Lira, que segundo Guedes tem “grande base parlamentar” para isso.

Veja também: Reforma do Imposto de Renda prevê isenção de 60% para os super-ricos e 25% para os demais 

Entidades enviam lista de alterações que gostariam de ver na reforma do Imposto de Renda

Com a carta enviada a Arthur Lira, o objetivo dos empresários era alertar para possíveis impactos negativos da reforma tributária proposta pelo governo.

Na carta, os representantes listam 68 artigos que poderiam ser alterados. Segundo eles, o projeto atual pode aumentar a burocracia, a complexidade e a insegurança jurídica.

As entidades querem mudanças em pontos que impactam diretamente em pequenas empresas e profissionais liberais, além de financiamentos setoriais e organização empresarial.

O ofício enviado ao presidente da Câmara contém uma série de considerações sobre problemas apontados no texto. Para os empresários, se a reforma do Imposto de Renda for aprovada, o Brasil terá um crescimento econômico menor e menos empregos, além de enfrentar novos aumentos de preços.

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Outra reclamação do empresariado é em relação à precipitação do governo para aprovar a reforma o quanto antes. “O Brasil não pode ter pressa para fazer algo que pode prejudicar o seu futuro”, diz o texto da carta enviada a Lira. Para os empresários, uma proposta tão complexa não pode tramitar sem maior debate.

No Twitter, o presidente da Câmara também falou em corrigir distorções e afirmou que o texto não será votado enquanto “não estiver maduro” e for discutido com todas as bancadas.

Sobre a reforma tributária, é importante dizer que o conceito está indo no caminho certo para corrigir distorções. Não teremos postura arrecadatória. O Congresso Nacional terá a serenidade para melhorar os conceitos de simplificar, desburocratizar e dar segurança jurídica”, escreveu Lira.

Mas o ministro da Economia demonstra pressa em suas falas. Para Guedes, o Brasil não pode perder a oportunidade de promover uma reforma tributária agora.

Veja também: 7 partidos assinam documento contra reforma do Imposto de Renda

Entidades estão preocupadas com aumento de impostos

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Um dos questionamentos dos empresários é em relação à garantia do governo de que a reforma não criará mais impostos. Os representantes das entidades afirmam que o Brasil é um dos países que mais tributam o consumo de bens e serviços, o lucro dos empreendimentos e o emprego formal.

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Segundo os empresários, a proposta até traz algum alívio para os trabalhadores, mas também ameaça seus empregos e a geração de novas vagas, além de tender a deixar bens e serviços ainda mais caros no país.

Em meio às discussões sobre a proposta, associações de empresários defendem que antes o Congresso vote a reforma administrativa, que altera as regras para contratação.

Fontes: O Globo e Correio Brasiliense.

Felipe Matozo
Jornalista formado pelo Centro Universitário Internacional Uninter, repórter do Jornal O Repórter e ator profissional licenciado pelo SATED/PR. Ligado em questões políticas e sociais, busca na arte e na comunicação maneiras de lidar com o incômodo mundo fora da caverna.
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