Índice Geral de Preços sobe 1,18% e acumula alta de 32,84%

O IPCA – Índice Geral de Preços -, que é calculado anualmente pela FGV – Fundação Getúlio Vargas -, teve o registro de uma inflação de 1,18% no mês de agosto desse ano.

Essa taxa é superior a quantia de 0,18% do mês de julho de 2021, porém, inferior a 2,53% de agosto do ano passado.

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Como um resultado, esse IGP possui o acúmulo de algumas taxas de inflação de 16,88% no ano, enquanto são 32,84% no tempo de 12 meses, conforme dados da FGV.

Índice Geral de Preços sobe 1,18% e acumula alta de 32,84%
Índice Geral de Preços sobe 1,18% e acumula alta de 32,84%. Foto: Reprodução/Imobzi.

O IPA – Índice de Preços ao Produtor Amplo -, do qual mede o valor do varejo, fez o registro da inflação de 1,29% no mês de agosto. Em julho, havia acontecido uma redução dos preços em 0,07%.

Além disso, aconteceu um aumento significativo no IPC, do qual mede o valor do varejo, subindo de 0,70% em julho para 0,88% no mês de agosto.

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Do contrário, essa inflação do INCC – Índice Nacional de Custo da Construção -, teve seu recuo de 1,37% no mês de julho para 0,79% em agosto.

Redução do poder de compra dos brasileiros

Conforme dados apresentados pela pesquisa feita pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos -, foi demonstrado que a proporção entre o valor da cesta básica e o salário mínimo no mês de julho foi de 58%.

Dessa forma, conforme cálculo, essa cesta teve um custo em julho maior que a metade do valor do salário mínimo válido no momento, que é de R$1,1 mil.

Essa quantia começou a ter seu crescimento registrado no mês de outubro do ano passado, sendo que entre novembro e dezembro, chegou a atingir 60% da quantia do salário mínimo, considerado como o menor percentual ao mês em 13 anos.

De acordo com Patrícia Costa, que é economista sênior do Dieese em entrevista para o G1, os itens básicos da alimentação estão cada vez mais pesados no bolso do brasileiro desde o início do ano passado, sendo que uma das principais causas é a inflação.

Inflação continua aumentando

Conforme dados apresentados anteriormente, os valores da inflação do país só tem crescido, não somente na conta de luz, mas também nos preços dos combustíveis, no gás de cozinha e principalmente nos alimentos.

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A grande desvalorização da moeda brasileira também teve uma grande contribuição, visto que diante de tantas incertezas em nossa economia local, os produtores escolheram por fazer a exportação dos alimentos, ao invés de vender para o mercado interno brasileiro, o que incide no preço para revenda local.

Além disso, as consequências da geada também vão acabar interferindo nos preços dos alimentos mais caros, como é o caso do trigo.

Assim, as pessoas já não possuem o poder de compra anterior, principalmente porque de um lado há uma oferta pressionando para que os valores aumentem, enquanto do outro, uma maior demanda que caía cada vez mais.

Conforme o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, no tempo de 12 meses, os aumentos que ganham destaque, são:

  • O arroz teve uma alta de 39,69%;
  • O feijão preto sofreu com a alta 19,13%;
  • As carnes vermelhas 34,38%;
  • O tomate, de 42,96%;
  • E por fim, o óleo de soja, de 84,31%.
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Dificultando mais ainda essa e demais questões relacionadas, o auxílio emergencial de 2021 passou a ser a quantia entre R$150 até R$375, o que muda de acordo com a composição familiar.

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É interessante lembrar que no ano de 2020, esse valor era entre R$300 até R$600.

O desemprego também surge como um fator para atenuar ainda esses índices: ficando em 14,7% no trimestre que foi finalizado em abril, mantendo o patamar recorde, com cerca de 14,8 milhões de pessoas.

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Com menos acesso financeiro e uma inflação maior, os brasileiros que não estão empregados, por vários motivos, mas principalmente pela pandemia, estão com menos poder de compra.

Para as pessoas que estão em condições mais restritivas financeiras, essa alta de preços está cada vez mais alta, visto que não há reserva, sendo assim, as ações possíveis são pedir emprestado ou alterar o cardápio diário.

Um dos pratos que anteriormente era comum na vida dos brasileiras, era sem dúvidas a carne, não somente a vermelha, mas também o frango, os ovos e a carne de porco.

A inflação projetada para as proteínas passará de 10% nesse ano, mesmo com um aumento considerado interessante para 2020. Enquanto o índice para 2021 está bem acima do comum, ficando em 5,9%.

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Fonte: Agência Estado e G1.

Jornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.

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