Inflação faz INSS pagar quase um salário extra em atrasados: saiba quem recebe

13 salário inss
Projeto na Câmara prevê pagamento em dobro do 13º salário do INSS. Foto: Divulgação

Aqueles que são segurados do INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social -, que possuem direito aos pagamentos em atraso, estão recebendo aproximadamente um salário extra devido ao reajuste da inflação, cedido pela entidade.

Conforme dados da Folha de São Paulo, essa disparada do custo de vista acaba elevando esse valor em até 65%.

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Dessa forma, um benefício do qual tem valor de R$1,1 mil, que foi concedido no mês de agosto desse ano, porém, que tenha sido solicitado há cerca de 12 meses, gera um pagamento retroativo de R$13.902.

Ou seja, uma quantia de R$702  mais do que se recebesse um salário ao mês, sendo essa diferença de 64%.

Inflação faz INSS pagar quase um salário extra em atrasados: saiba quem recebe
Inflação faz INSS pagar quase um salário extra em atrasados: saiba quem recebe. Foto: Reprodução/FDR.

Esse cálculo não levou em conta o 13º salário, do qual é aplicado para:

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  • Aposentadorias,
  • Pensões e benefícios por incapacidade,

Tirando o BPC (benefício assistencial).

Reajuste dos pagamentos: entenda

O INSS faz o reajuste dos pagamentos conforme o INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Sendo assim, essa quantia mostra uma alta de 9,85% no tempo de 12 meses, subindo de maneira progressiva. No mês de julho, teve uma variação de 0,96%, considerada a maior quantidade desde o ano de 2002.

O tempo médio do qual é calculado para que o benefício seja aprovado é de 83 dias, conforme dados da própria instituição, ou seja, são aplicados o valor de INPC diante dos dois salários.

Ou seja, se você recebe o valor de R$1,1 mil do INSS e teve que esperar o tempo de dois meses para receber esse benefício, terá de volta a quantia de R$2.229,11.

Veja demais exemplos abaixo e fique por dentro:

  • Valor do benefício de R$1,1 mil – no tempo de 2 meses R$2.229,11, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$9.112,43;
  • Valor do benefício de R$1,5 mil – no tempo de 2 meses R$2.039,69, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$12.426,04;
  • Valor do benefício de R$2 mil – no tempo de 2 meses R$4.052,92, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$16.568,06;
  • Valor do benefício de R$2,5 mil – no tempo de 2 meses R$5.066,15, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$20.710,07;
  • Valor do benefício de R$3 mil – no tempo de 2 meses R$6.079,38, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$24.852,09;
  • Valor do benefício de R$3,5 mil – no tempo de 2 meses R$7.092,61, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$29.994,10;
  • Valor do benefício de R$4 mil – no tempo de 2 meses R$8.105,84, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$33.136,12;
  • Valor do benefício de R$4,5 mil – no tempo de 2 meses R$9.119,08, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$37.278,13;
  • Valor do benefício de R$5 mil – no tempo de 2 meses R$10.132,31, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$41.420,15;
  • Valor do benefício de R$5,5 mil – no tempo de 2 meses R$11.145,54, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$45.562,16;
  • Valor do benefício de R$6 mil – no tempo de 2 meses R$12.158,77, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$49.704,18;
  • Valor do benefício de R$6.433,57 mil – no tempo de 2 meses R$13.037,38, enquanto no tempo de 8 meses, o valor fica R$53.295,88.

Aumento do IPCA: impactos

Conforme dados divulgados pelo IBGE, dentro dos 9 grupos de produtos e de serviços que foram pesquisados, oito deles tiveram uma alta no mês de julho.

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A maior variação, que foi de 3,10%, assim como o maior impacto, de 0,48 p.p, são da classe de habitação.

A segunda maior contribuição foi de transportes, com 1,52%, que teve uma grande aceleração quando comparada com o mês anterior – 0,41%.

Depois disso, temos alimentação e bebidas – 0,60% e 0,13 p.p. -, onde o resultado ficou bem maior do que o que foi registrado no mês de julho, com 0,43%.

Da mesma maneira que a categoria de saúde e cuidados pessoais, -0,65% -, demonstrou uma queda, contribuindo com -0,09 p.p. no valor do índice geral. Os outros grupos ficaram entre 0,12% de comunicação, até 0,78% de artigos de residência.

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Para os cálculos do mês de julho, foram feitas as comparações dos preços equivalentes ao período de 29 de junho a 28 de julho de 2021, com os valores válidos no período entre 28 de maio a 28 de junho de 2021.

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É interessante destacar, que devido a pandemia do coronavírus, muitas das coletas presenciais executadas pelo IBGE foram suspensas temporariamente. Sendo assim, algumas pesquisas foram feitas de maneira online, via telefone ou e-mail.

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Fonte: IG e IBGE.

Marcela MazettoJornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.
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