Brasileiros de 25 e 39 anos foram os que tiveram a maior perda de renda em 2021

Pesquisas apontam queda de rendimento de acordo com idade, gênero, escolaridade e região. Conheça os dados e veja as projeção de desemprego para os próximos anos.

Queda de rendimentos

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a faixa etária de 25 a 39 anos foi a mais afetada pela segunda onda do novo coronavírus no Brasil. 

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O rendimento dos jovens adultos caíram cerca de 7,73% enquanto os rendimentos efetivos dos trabalhadores em geral sofreram uma queda de 2,2% no primeiro trimestre de 2021.

Jovem está desempregado e sem renda

Apesar de ter ocorrido um leve aumento dos rendimentos habituais médios no mesmo período, a forte queda no número de pessoas ocupadas gerou um impacto negativo significativo na massa salarial real habitual.

Entre janeiro e março de 2021 houve queda da massa de rendimentos habituais de 6,7% e  queda da massa efetiva de 9,5% no mesmo período do ano passado. Sendo assim, os valores são de R$212,5 bilhões e R$225,8 bilhões, respectivamente.

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Idade, gênero, região e escolaridade

No entanto, foi possível observar que a renda dos trabalhadores com 60 anos ou mais cresceu 7,06%, pois foi influenciada pela alta proporção de trabalhadores que atuam por conta própria.

Quando se trata de gênero é possível observar que as mulheres tiveram crescimento da renda efetiva em 1,3%, enquanto os homens tiveram uma queda de 4,7% no mesmo período.

Os rendimentos por região apontam que o Nordeste teve queda de 7,05% e foi o mais afetado pela segunda onda da Covid-19. Já a região Centro-Oeste foi menos impactada com queda de 0,84%.

Sobre escolaridade, foi possível notar queda em todas categorias, especialmente para trabalhadores que completaram o ensino médio, cerca de 8,37%.

A pandemia também impactou domicílios sem nenhuma renda do trabalho, passando de 25% no primeiro trimestre de 2020 para 29,3% no mesmo período deste ano.

Desemprego

Conforme projeções realizadas pela Austin Rating com base no Fundo Monetário Internacional para a economia global, o Brasil deverá registrar este ano a 14ª maior taxa de desemprego do mundo.

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No ano passado a colocação do país foi a 22ª no ranking mundial dos países com os piores patamares de desocupação. 

Para os próximos anos a projeção indica as seguintes taxas de desemprego:

  • 2022: 13,2%;
  • 2023: 12,4%;
  • 2024: 11,5%;
  • 2025: 10,8%;
  • 2026: 10%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa média de desemprego em 2020 foi de 13,5%, sendo a maior registrada desde 2012.

Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua aponta que o desemprego chegou a 14,2% no último trimestre de 2020, sendo a maior registrada e batendo o recorde de 14,3 milhões de brasileiros sem emprego.

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O IBGE também apontou que o Brasil possui cerca de 5,9 milhões de desalentados, ou seja, pessoas que não estão trabalhando e desistiram de procurar emprego temporariamente.

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Pandemia

Um dos principais motivos apontados pela projeção em relação ao desemprego no Brasil é o agravamento da pandemia da Covid-19, bem como diversas questões que envolvem o sistema de saúde pública e o Orçamento 2021.

Diante desse cenário, especialistas afirmam que só poderá haver uma melhora significativa a partir do segundo semestre deste ano.

Contudo, isso só ocorrerá caso haja um avanço no processo de imunização da população e, consequentemente, a redução de problemas econômicos.

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É importante ressaltar que o IBGE interpreta como desempregado aqueles trabalhadores que buscaram por emprego nos últimos 30 dias que antecederam a pesquisa. 

Sendo assim, conforme haja melhora econômica, especialmente no segmento de serviços, pode haver aumento no contingente de pessoas em busca de emprego.

Fontes: UOL e G1.

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo atuante na chamada "massa de mídias", trazendo mais um braço da pluralidade de opinião em detrimento do mito da imparcialidade.
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