Mães solo sofrem mais com a falta de pagamento do auxílio emergencial

Duas mães solos encontraram uma forma de sustentar seus filhos: solicitar doação de cestas básicas e ajuda de terceiros.

Esse pedido de ajuda só é feito, pois, elas estão desempregadas e tiveram o auxílio emergencial negado, por isso, precisam sobreviver da solidariedade de outras pessoas, que muitas vezes, elas nem conhecem.





Mães solo e desempregadas têm auxílio emergencial negado. Foto: Istock
Mães solo e desempregadas têm auxílio emergencial negado. Foto: Istock

Esses são casos são apenas dois exemplos de mães solos que tiveram o benefício negado em um universo de, pelo menos, 1.077 casos detectados pela campanha Renda Básica que Queremos.

Em entrevista para o Extra, a autônoma desempregada Patrícia Feliz Simões, de 33 anos, residente de Minas Gerais, conta que tem duas filhas menores de idade: uma de 13 anos e outra de 2 anos e oito meses.

Mãe solo, a trabalhadora bate de porta em porta pelas ruas pedindo ajuda para alimentar as duas crianças, que precisam de ajuda para sobreviver.





Ela explica, em entrevista para o Extra, que o auxílio emergencial de até R$ 375,00 nunca chegou até ela, apesar de já ter registro no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal.

“Desde bem antes da pandemia, eu já tinha o (registro) no CadÚnico, mas nunca recebi o Bolsa Família porque minha mãe morava com a gente, e isso me impedia de receber o auxílio. No ano passado, ela se mudou. Mas, apesar de ter atualizado o cadastro no início do ano, o ministério disse que não tenho direito a receber o auxílio emergencial”, lamenta Patrícia ao explicar que no passado recebeu o auxílio de R$ 600 e a extensão de R$ 300, como desempregada.

A auxiliar de limpeza desempregada Amanda Francisca Moreira Miranda, de 30 anos, moradora de Senador Canedo, em Goiânia (GO), passa por situação parecida.

Ela tem três filhos, um de 14, uma de 7 e um de 2, e está desempregada desde março de 2020, quando saiu do emprego em uma creche pública na cidade. Apesar de ter comprovado o fim do contrato, Amanda precisou recorrer à Justiça para ter as parcelas do auxílio emergencial- desde 2020- liberadas.

“Não recebo Bolsa Família e só recebi as cinco parcelas de R$ 1.200 e a extensão do auxílio (R$ 600) através da Defensoria Pública da União de Goiânia, que conseguiu uma ordem judicial para o pagamento”, conta Amanda, que vive com ajuda de amigos e doações de cestas básicas.

Amanda teve o pedido negado pelo mesmo motivo do caso anterior e a Justiça reconheceu não ser válido. Para o governo federal, Amanda seria funcionária pública.

“Tive que dar entrada em um novo processo na DPU, mas ainda não recebi, porque eles alegam que sou funcionária pública mesmo apresentando o destrato que comprova que fui exonerada em 2020”, conta para o Extra.

Não recebi o auxílio emergencial: o que devo fazer?

Os beneficiários que tiveram o auxílio emergencial negado em julho podem contestar até dia 24 e tentar revertê-lo para voltar a receber a ajuda do governo.

A contestação pode ser feita de forma on-line, no site da Dataprev. Veja o passo a passo:

  1. Acesse o site Dataprev;
  2. Preencha o formulário informando dados pessoais;
  3. Marque a caixa de recaptcha;
  4. Clique em “enviar”;
  5. Selecione “auxílio 2021”;
  6. Clique em “contestar análise”;
  7. Confirme a operação.




Saiba que apenas os beneficiários específicos podem contestar o resultado da análise. Se o motivo da contestação do auxílio não permitir essa operação, não será possível recorrer.

Quando isso acontece, a opção de contestação não é disponibilizada no site da Dataprev.

Fonte: Extra 

Bruna Santos
Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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