60% dos brasileiros até 30 anos querem ser empreendedores

O mercado brasileiro está assumindo um desenho diferente. Em anos passados, a maior parte da população almejava cargos públicos ou empregos estáveis e com carteira assinada. Em 2021,  a maioria dos jovens brasileiros até 30 anos sonham em ser empreendedores.

As conclusões foram feitas pelo estudo realizado pela Globo em março de 2021 em entrevista com 1.500 pessoas de 16 a 30 anos. A pesquisa tem erro de três pontos percentuais.

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Conforme indica o levantamento, 24% dos jovens das classes A, B e C com até 30 anos já têm seus próprios negócios funcionando e os outros 60% planejam abrir uma empresa.

Maioria dos jovens brasileiros sonha em empreender
Maioria dos jovens brasileiros sonha em empreender | Imagem: Canva

Porque os jovens brasileiros querem empreender?

As motivações que levam a maioria dos jovens a querer empreender são diversas:

  • 67% quer empreender para ter independência financeira;
  • 39% quer ter mais autonomia, sem precisar responder a um chefe;
  • 33% quer mais flexibilidade de tempo;
  • 31% quer inovar o mercado com um produto ou serviço diferenciado.

Considerando os dados coletados o perfil do jovem empreendedor brasileiro é característico dos países subdesenvolvidos, onde o empreendedorismo por necessidade – isto é, onde a motivação é alcançar melhores condições de vida –  é superior ao empreendedorismo de oportunidade – quando o objetivo parte de uma ideia de produto inovadora.

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Nas últimas pesquisas nacionais acerca da juventude brasileira, constatou-se justamente que há uma frustração geral dos jovens no mercado de trabalho devido à falta de oportunidade de emprego e educação.

Por conta disso, os jovens visualizam empreender ou sair do país como alternativas para suceder no futuro.

Confira também:

O empreendorismo satisfaz os desejos profissionais dos jovens brasileiros?

Com a vinda da pandemia a abertura de empresas aumentou rapidamente no Brasil. Nos dados divulgados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) 626.883 micro e pequenas empresas foram criadas, a maioria por meio do programa Microempreendedor Individual (MEI).

Deste total, 53,9% dos negócios com até três meses foram caracterizados como empreendedorismo por necessidade.

Este perfil fez com que aumentasse também o número de empresas que fecham as portas no primeiro ano de atividade. Aqui no site No Detalhe revelamos quais são os 5 principais motivos dos fechamentos das empresas.

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Considerando as motivações do empreendedorismo pelos jovens brasileiros, pode-se dizer que nem sempre abrir a própria empresa é uma decisão assertiva.

Os dados de 2016 do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), por exemplo, mostravam que 4 em cada 10 empreendedores com idade entre 18 a 34 anos aceitariam renunciar seus negócios próprios em troca de um emprego formal com remuneração compatível.

Um ano antes, o Sebrae já alertava sobre a frustração dos jovens empreendedores. Na pesquisa, constatou-se que 57%  trocaria seus negócios por um emprego com contrato via CLT. Destes, 38% faria para receber a mesma renda e outros 19% só faria se ganhasse pelo menos 50% a mais. É quase um empate, visto que 38% não fecharia a empresa própria, nem em troca de um salário 50% maior.

Apesar dos dados um tanto ultrapassados – e que valem a pena ser atualizados diante de tantas mudanças -, eles ainda servem para refletir sobre os prós e contras de abrir um negócio próprio.

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Quem se torna um empreendedor não precisa mais responder a um chefe ou supervisor, mas terá de responder aos colaboradores e clientes. Já os que vêm na própria empresa uma motivação para mais flexibilidade de tempo podem se sentir pressionados a trabalhar até nos fins de semana, já que as tarefas e rendimentos da empresa depende de si mesmos.

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Ou seja, o jovem brasileiro empreendedor nem sempre vai realizar seus sonhos num negócio próprio – principalmente quando o faz por necessidade, e não por oportunidade.

Entretanto, quando esta decisão é tomada de forma planejada os especialistas e os dados garantem maiores chances de realização profissional.

Fonte: G1, Sebrae, Psicóloga Camila M Fabre

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.
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