Mais da metade dos idosos estão com contas atrasadas

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e Serviço de Proteção ao Crédito apontou que houve redução na renda dos entrevistados em 31%.

Tal fato pode ter sido o principal motivo para o atraso no pagamento de contas por parte dos idosos.

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O levantamento foi realizado em todas as capitais do Brasil em parceria com a Offer Wise Pesquisas.

Contas atrasadas

Entre as principais contas em atraso em relação ao consumo da terceira idade estão a energia elétrica com 24%, o cartão de crédito com 20%, a água com 17% e o Imposto Predial e Territorial Urbano com 15%.

Cerca de 54% dos idosos afirmaram que pararam de pagar ou quitaram algumas despesas com atraso nos últimos seis meses.

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Tal percentual aponta um avanço de aproximadamente 17 pontos em comparação com os dados obtidos em 2018.

Diversos motivos são apontados para aumento de contas em atraso

Além disso, a pesquisa também mostrou que 42% dos entrevistados reclamaram do padrão de vida na terceira idade e 49% não possuem reserva financeira.

Apenas 39% dos entrevistados que se encontram especialmente nas classes A e B têm recursos e cerca de 31% é destinado para imprevistos, enquanto 8% é guardado para a realização de sonhos e 6% para a aposentadoria.

Terceira idade

Para chegar na terceira idade com segurança e estabilidade é fundamental realizar um planejamento financeiro ainda na juventude.

A falta de recursos pode apresentar desafios de acordo com o avanço da idade, principalmente quando a aposentadoria não é garantida.

De acordo com a pesquisa, cerca de 14% dos entrevistados afirmaram que não ter um planejamento financeiro contribuiu com o atraso dos pagamentos.

Planejamento financeiro

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De acordo com José César da Costa, presidente do CNDL, os dados demonstram um cenário onde há dificuldade por parte do brasileiro se organizar financeiramente, especialmente quando a expectativa de vida tem aumentado.

Em declaração, Costa apontou que “Percebe-se, muitas vezes, que os idosos não se prepararam para este momento e os ganhos com a aposentadoria acabam não sendo suficientes para manter o padrão de vida desejado. Para boa parte da população, ainda é um grande desafio manter uma reserva para esse momento da vida onde normalmente a renda cai e os gastos com saúde aumentam”.

Padrão de vida

Não ter organização financeira ou estar impossibilitado de manter uma reserva econômica durante a aposentadoria gera consequências ao padrão de vida dos idosos. 

Ainda sobre o levantamento, foi possível constatar que 33% dos entrevistados utilizam os recursos de forma inadequada em relação à renda própria ou familiar.

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Enquanto isso, cerca de 31% apontaram que utilizam de forma adequada e 32% disseram aplicar com satisfação.

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Outros dados apontaram que 31% dos entrevistados afirmaram estar melhor de vida hoje do que aos 40 anos de idade. 

Contudo, 42% afirmaram que a situação piorou e 21% apontaram que está a mesma coisa.

Custos

A fim de saber para onde os recursos são destinados a pesquisa observou que 76% dos idosos gastam com alimentação, enquanto 71% pagam contas básicas, 58% compram remédios, 51% gastam com telefonia e 51% apostam em TV por assinatura e internet.

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O presidente da CNDL ainda afirmou que “Construir uma reserva financeira é a garantia de que a pessoa terá meios para lidar com os diversos imprevistos que podem surgir no futuro e cuidar bem da saúde, aliás, não somente os idosos, mas independentemente da idade, todos estamos sujeitos a problemas e precisamos ter um dinheiro guardado”.

Poupança

A pesquisa também demonstrou que cerca de 37% dos idosos mencionaram investimentos em aposentadoria. 

A poupança é a forma mais escolhida pelos entrevistados e chega a 12%. Outros 11% apontaram modalidades como fundos, ações e CDBs.

Por outro lado, 8% investem em imóveis e na previdência privada. Além disso, 32% se prepararam para contribuir com o INSS e 18% apostaram em abrir o próprio negócio.

A recomendação de Costa é “Planejar a aposentadoria pensando apenas na renda que virá com o INSS é arriscado no contexto econômico atual do país, especialmente após as mudanças nas regras da Previdência Social. Além disso, o valor médio do benefício concedido raramente é suficiente para cobrir despesas que não estavam previstas. O recomendável é complementar os ganhos da Previdência com um plano privado ou outro tipo de reserva. E quanto mais cedo iniciar, melhor”.

Empréstimo

Com a pesquisa também foi possível notar que 28% já realizaram empréstimo pessoal ou consignado para familiares ou amigos.

Por conta do fácil acesso ao crédito, tal processo acaba impactando diretamente o orçamento familiar. 

Fonte: Correio Braziliense

Julia é formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e, no momento, atua como redatora para o portal NoDetalhe. Ao longo da carreira, a jornalista tem se especializado em produção de conteúdo otimizado para motores de busca e conversão, além de gerenciamento de mídias sociais e marketing digital.
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