Marília Arraes e a sua luta por protagonismo

Marília Arraes (PT) foi uma das deputadas federais mais bem votadas do estado de Pernambuco na eleição de 2018, cerca de 193.108 votos e, segue com sua pré-candidatura à prefeitura do Recife incerta. O motivo está na decisão da alta cúpula do partido em Pernambuco comandada pelo grupo político do Senador Humberto Costa (PT), que defende a continuidade da legenda na Frente Popular ao lado do PSB.

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Pois desde 2018, Humberto juntamente com seu grupo político e próprio Lula na cadeia, visando a unidade, articularam e decidiram sacrificar a candidatura de Marília a governadora, mesmo indo de contra o desejo da militância nacional. Visto que não teria mais chance, sua alternativa foi se lançar deputada, após o acordo firmado entre a cúpula do PSB e PT, que consequentemente ajudou a estagnar a campanha eleitoral do então candidato à presidência, Ciro Gomes (PDT), que ao saber da rasteira que a cúpula do partido fizera com Marília, lhe ofereceu a oportunidade de ingressar no PDT, no entanto, ela recusou.

Segundo as últimas pesquisas eleitorais para a majoritária na capital pernambucana, a petista segue liderando as intenções de votos, com 17%, logo em seguida aparece João Campos (PSB) com 16%, e depois o ex-ministro Mendonça Filho (DEM) com 15%. Diante do resultado das pesquisas, e das articulações que já estão sendo divulgadas, João Campos será de fato o seu principal opositor. Na eleição de 2018, o deputado federal João, obteve o total de 460.387 votos, caso tenha de novo este feito, estará no segundo turno logo de cara. Na cidade do Recife ele obteve 70.864 votos, já Marilia 54.193 votos.

Para impulsionar a campanha de João, Geraldo Julio (PSB) atual prefeito do Recife, mostrará todos os seus feitos ao longo dos seus dois mandatos seguidos, pois precisa emplacar um sucessor para que assim consiga ser indicado pelo partido para substituir Paulo Câmara (PSB) em 2022. Marília mostrará os serviços prestados na Câmara Municipal do Recife, bem como as ações de deputada federal, além de ter um grande cabo eleitoral ao seu lado que será Luiz Inácio, que percorrerá todo o Brasil mostrando só o lado positivo do PT, negando os erros e os crimes.

Marília saiu do PSB por falta de espaço e por não mais reconhecer o partido do seu avô (Miguel Arraes). Ingressa no PT, torna-se representante de uma esperança para renovar o partido no estado, mas é impedida pela cúpula do partido de alcançar voos mais altos, a exemplo da retirada da candidatura a governadora, que lhe daria mais protagonismo.

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Agora encontra-se de novo refém de grupos hegemônicos, que pretendem impedir sua candidatura à prefeitura do Recife, em nome de uma aliança que só contribui para uma perpetuação da oligarquia PSB no estado de Pernambuco. Se deseja ter protagonismo na legenda, deverá vencer essa hegemonia, ou do contrário será apenas uma marionete.

divulgação

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