Microempresários são taxados 6% a mais do que as grandes empresas

Os bancos têm cobrado menos juros anuais das empresas desde 2007. No entanto, os MEIs (microempreendedores individuais) e as microempresas pagaram taxas seis vezes maiores do que as grandes empresas em 2020. As pequenas empresas pagaram juros 4,4 vezes maiores.

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MEIs pagam mais juros se comparados com grandes empresas
MEIs pagam mais juros se comparados com grandes empresas

No ano passado (2020), de acordo com os dados do Banco Central (BC), que fazem parte do levantamento Panorama de Crédito para empresas do Brasil, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a taxa média cobrada das grandes empresas foi de 6,5%. Os MEIs pagaram 38,5% e as microempresas, 38,4%. As pequenas empresas pagaram taxas de 28,6% e as de pequeno porte 14,6.

Saiba que o levantamento do Sebrae analisa os dados entre 2012 e 2020. O ano de 2016 teve taxas mais altas e a diferente de juros entre MEIs e grandes empresas era ainda maior.

Os MEIs pagaram 7 vezes mais juros: 9,9% em grandes e 69,3% em MEIs. Veja os dados no gráfico:

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Taxa média de juros paga pelos microempresários em relação as grandes empresas
Taxa média de juros paga pelos microempresários em relação as grandes empresas

Sem garantia contra calotes

De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, em entrevista para o site do UOL Economia, as MEIs, micro e pequenas empresas pagam juros maiores, pois não conseguem oferecer garantia para as operações.

Isso porque é comum as empresas oferecem como garantia para cobrir calotes, imóveis, ações e parte do faturamento com vendas em cartões, mas, conforme Melles explicou, as micro e pequenas empresas não têm essas garantias.

O Banco Central declarou que os juros cobrados das grandes empresas são menores, pois as instituições financeiras têm mais informações sobre esses negócios, além de oferecer garantias, para cobrir calotes nos empréstimos, e isso reduz as taxas.

Risco pede juros maior

Para o economista eprofessor da Fundação Getulio Vargas, Paulo Ribeiro, os juros cobrados pelos bancos das empresas de menor porte são mais altos, pois o risco de calote é alto, se comparado com as grandes empresas.

Ele conta que a taxa de inadimplência dos MEIs, e das micro e pequenas empresas é maior, se comparadas com as empresas de maior porte.

Os dados do Banco Central analisados pelo Sebrae mostra que a inadimplência caiu muito nos últimos anos, mas ainda é a maior entre as firmas pequenas.

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Vale saber que a taxa média de calotes dos MEIs e das microempresas foi sete vezes maior que das grandes empresas. Já das pequenas empresas, foi quatro vezes superior.

Veja a taxa média de inadimplência das empresas no ano passado:

  • 7,2% para microempresas;
  • 7,1 para MEIs;
  • 3,7% para pequenas empresas;
  • 2% para médias empresas;
  • 1% para grandes empresas.

O que faz com que uma empresa tenha capacidade de tomar crédito mais barato são iniciativas que aumentam o nível de garantia nas operações. Quanto pior a garantia, maior a taxa de juros. O BC tem trabalhado para mudar isso e definiu regras para registro de recebíveis de vendas com cartão [dinheiro que vai entrar nas pequenas empresas“, disse Ribeiro.

Vendas no cartão serão garantia

Uma decisão do Banco Central permite que os lojistas podem registrar, em empresas especializadas, desde o dia 6 de junho, o total de recursos para receber de vendas no cartão, a carteira de recebíveis.

O documento de registro poderá ser usado pelos empresários como garantia para conseguir empréstimos com taxas mais baixas.

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É importante saber que enquanto o empréstimo não for pago, esses valores a receber não podem ser usados.

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Com isso, o registro dos recebíveis serão centralizados e o lojista poderá negociar como garantia em outros bancos que ofereçam juros mais baixos, mas só com a instituição que ele tem relacionamento.

Outra medida havia sido adotada em 2018, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), para ajudar as pequenas empresas a terem mais garantia e tentarem empréstimos com juros menores.

No entanto, o pequeno empresário que tinha dinheiro a receber, ficava com os valores presos no banco do qual era cliente.

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O CMN liberou o uso de parte do valor como garantia em empréstimos de outros bancos. A concorrência ajudaria a reduzir os juros.

Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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