Mercado Livre tem inscrições abertas para curso gratuito de tecnologica para mulheres

Mercado Livre promove ação capaz de incentivar a participação de meninas no setor de tecnologia. Conheça a proposta e saiba como participar.

Mulher e tecnologia

Programa que incentiva a redução da desigualdade de gênero na área da tecnologia é anunciado pelo Mercado Livre.

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A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a organização brasileira {reprograma} e argentina Chicas en Tecnología.

Conectadas

No último dia 1, terça-feira, o Mercado Livre anunciou a realização do programa Conectadas, que tem como objetivo promover aulas voltadas para o segmento tecnológico.

As atividades serão realizadas de forma gratuita e virtual para cerca de 1200 meninas com idades entre 14 e 18 anos que residem na América Latina.

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Para o Brasil serão disponibilizadas cerca de 200 vagas divididas em quatro turmas. É importante ressaltar que metade das oportunidades será destinada para meninas pretas, pardas e indígenas.

É importante mencionar que não é necessário ter conhecimento prévio em tecnologia para se candidatar.

Como participar

As jovens interessadas em participar devem, em primeiro lugar, preencher o formulário de inscrição disponível aqui.

No documento serão apresentadas cerca de 50 questões que levam em média 30 minutos para serem respondidas. As inscrições ficam abertas até o dia 1 de julho.

Depois disso, será necessário encaminhar um vídeo ou áudio de apresentação obrigatório com cerca de 1 minuto para que a coordenação possa conhecer as candidatas um pouco melhor. Na sequência as meninas deverão participar das oficinas de introdução aos temas.

As oficinas serão aplicadas em julho e, a partir da participação das jovens, a equipe do programa Conectadas selecionará 200 candidatas para realizar o curso online. 

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Vale ressaltar que a participação na oficina é obrigatória para concorrer às vagas do  programa. Para mais informações basta clicar aqui.

Propósito

Como podemos observar, a intenção da iniciativa é promover a igualdade de gênero no segmento tecnológico a partir da geração de interesse das meninas pela área desde cedo e, consequentemente,  inserir mais mulheres no mercado de trabalho.

De acordo com Mariel Reyes Milk, Fundadora e CEO da {reprograma}, a iniciativa será capaz de ajudar na quebra de falsos paradigmas, bem como evidenciar que as mulheres podem fazer parte do segmento tecnológico.

“Existe um histórico social e cultural que impede as mulheres, desde crianças, acreditarem que elas podem atuar na área de tecnologia. Pesquisas mostram que a partir dos 6 anos as meninas começam a pensar que não são boas para as exatas, logo cria-se um intelecto de que computador é apenas para meninos”, explica Mariel.

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Atualmente as mulheres representam menos de 1/3 da força de trabalho na área de TI. Nas empresas as mulheres representam no máximo 20% das equipes de trabalho em tecnologia em 64,9% dos casos.

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Meninas e mulheres ainda são minoria nos estudos e no mercado de trabalho voltados às tecnologias

Os cargos mais ocupados pelas mulheres nas equipes de tecnologia são de desenvolvedora, analista, gerência, project, tester e design.

Tais dados não se dão por falta de capacitação, pois cerca de 36.300 mulheres formadas na área buscam colocação no mercado de trabalho de acordo com a Associação Telecentro de Informação e Negócio.

Outro fator que impacta diretamente nesses dados são os estudos, pois cerca de 13% dos alunos de ciência da computação são mulheres. Das quais, 47% acaba desistindo.

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De acordo com Laura Motta, gerente de sustentabilidade do Mercado Livre, a empresa tem consciência desses fatos e quer estimular que cada vez mais as meninas de modo que elas possam se apropriar das tecnologias a fim de construir futuros mais inclusivos e gerar impactos positivos nas duas comunidades.

Parcerias

A Chicas, criada em 2015, é uma organização argentina que atua com o propósito de reduzir a lacuna de gênero no ambiente empresarial.

A {reprograma} se assemelha bastante com essa ideologia e busca capacitar e formar mulheres, especialmente negras e trans, na área de programação, bem como oferecer suporte para a inserção no mercado de trabalho.

Felipe Calbo
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo atuante na chamada "massa de mídias", trazendo mais um braço da pluralidade de opinião em detrimento do mito da imparcialidade.
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