Microempreendedores sofreram mais de 10 mil golpes durante a pandemia: saiba como evitar

Muitos profissionais que perderam seus empregos encontraram na formalização e no registro como microempreendedores, a saída para se reerguerem financeiramente. Porém, em contrapartida, aumentou também o número de golpes ao Microempreendedor Individual (MEI) durante a pandemia.

Os golpistas atuam por meio de falsas atualizações cadastrais e sites não oficiais com a finalidade de fazer cobranças indevidas e roubo de dados dos MEIs.

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Confira a seguir como os golpes têm sido aplicados e o que fazer para não cair neles.

Fraudadores utilizam nome do SEBRAE

MEI trabalhando em seu notebook
MEI trabalhando em seu notebook (imagem: reprodução/site Agência Brasil)

Embora o cadastro e formalização façam parte de um serviço gratuito e virtual, existem diversos sites de organizações privadas que o oferecem desde que o cidadão pague uma taxa para isso. Além do mais, há golpistas utilizando o nome da entidade SEBRAE para dar mais veracidade à ação.

Segundo ressalta Rio Eduardo de Castro, analista do SEBRAE, a instituição tem recebido muitas reclamações as quais alegam que a formalização tem sido realizada mediante pagamento de certa taxa, uma vez que o serviço não exige nenhuma forma de cobrança.

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“O próprio DAS, que é o pagamento mensal do MEI é no valor de R$ 61. E o primeiro ele só paga no mês seguinte. Muitos sites oferecem o serviço e nem fazem o registro”, complementa Castro.

Como evitar golpes a MEI durante a pandemia

Para que você, MEI, se mantenha precavido em relação a fraudes, acompanhe abaixo algumas dicas que reunimos:

  • O serviço, que confere registro e geração de CNPJ como MEI, é gratuito e efetuado pelo site oficial do governo;
  • Apenas o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) estabelece cobrança obrigatória de pagamento. Por meio de uma guia de pagamento, mensalmente, deve pagar o tributo todo MEI optante pelo regime tributário Simples Nacional;
  • O boleto do DAS somente deve ser emitido pelo site Gov.br atrelado aos microempreendedores. Corra de cobranças advindas de sites privados e/ou desconhecidos;
  • Sempre fique com o pé atrás quanto às propostas que pedem pagamento para realizar a formalização;
  • Não clique em anexos disponíveis em links suspeitos presentes em e-mail, pois, a Receita Federal não faz envio por este meio;
  • Antes de fornecer seus dados pessoais e, por fim, finalizar cadastro, faça uma análise atenta com o intuito de certificar de que é um canal oficial do governo. Desconfie também de mensagens que encaminhem a links que visem atualizar a situação cadastral.

Mudança no site para microempreendedores

Na concepção de Edu Neves, diretor executivo do website Reclame Aqui, os mal-intencionados aplicam golpes tendo em consideração a constante busca das pessoas em se tornarem MEI.

Além disso, vale mencionar que, para os microempreendedores, o governo fez a migração do site oficial de registros para esta categoria profissional.

Desse modo, foi retirada a expressão “Portal do Empreendedor” de o site oficial. Com isso, inúmeros sites semelhantes surgiram, o que causou muita confusão entre os interessados.

Tal alteração foi realizada em dezembro de 2020, período em que o endereço oficial passou a ser intitulado de Empresas e Negócios.

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Fonte: iG

Paulo Victor Silva
Estudante do curso de Jornalismo pela UFES. Dono de uma mente inquieta e curiosa. Além disso, é amante de leitura e apaixonado por música.
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