Identificação de golpes virtuais é o foco de campanha do Ministério da Justiça

O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou hoje, 11 de agosto, uma campanha online  para ajudar consumidores a identificar golpes virtuais. Chamada de “Proteja seus dados. Não compartilhe.”, as ações serão divulgadas nas redes sociais da pasta pelos próximos 30 dias. 

A ampliação da informação entre consumidores ajuda a minimizar e dificultar a invasão da privacidade de dados pessoais.  Campanhas educativas como essa fazem com que o conhecimento seja difundido, orientando e alertando o consumidor sobre os riscos e conscientizando-o sobre a importância dos seus dados pessoais”, explica o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

A campanha para a identificação de golpes virtuais é feita pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon),com o apoio da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

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O principal eixo da campanha é a prevenção de fraudes eletrônicas, por meio da conscientização do consumidor sobre os riscos que existem ao compartilhar indevidamente seus dados pessoais e bancários. Queremos proteger e garantir a sua segurança no ambiente digital”, disse a Secretária Nacional do Consumidor, Juliana Domingues.

A campanha “Proteja seus dados. Não compartilhe.” foi lançada no mês em que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) completa um ano de criação. Com ela, foram estabelecidas regras sobre o uso dos dados pessoais dos cidadãos. Ela também garante o direito fundamental à privacidade e à segurança de informações.

As sanções e multas relacionadas à LGPD começaram a ser impostas neste mês de agosto. 

Identificação de golpes virtuais no Brasil

Campanha do Ministério da Justiça e Segurança Pública trata sobre golpes virtuais
Golpes virtuais são tema de nova campanha do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Veja como prevenir o roubo de dados. (Imagem: Karolina Grabowska / Pexels)

Dados da plataforma Consumidor.gov.br apontam que, entre janeiro e julho deste ano, o número de consumidores que tiveram dados consultados, coletados, publicados ou repassados sem autorização, seja em golpes virtuais ou não, mais do que dobrou na comparação com o mesmo período do ano passado. 

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Em 2021, foram feitas 47.413 reclamações sobre isso. Já em 2020 foram 21.310. Só as ocorrências do primeiro semestre deste ano, ultrapassam todas os registros do ano passado. 

Ainda sim, parece que os consumidores estão mais conscientes sobre a realização de golpes virtuais. 

Uma pesquisa feita pelo laboratório especializado em segurança digital da PSafe (dfndr lab), mostra que 68% dos brasileiros estão receosos de fazer compras online, com medo de terem dados pessoais ou financeiros roubados. 

Mais da metade dos entrevistados dizem que antes de fazer uma compra virtual sempre busca por comentários sobre o estabelecimento. Apesar desta parcela se preocupar em investigar antes de realizar uma compra, o número de golpes de sites e páginas falsas é altíssimo. Isso mostra como os cuidados precisam ser reforçados e praticados por cada vez mais pessoas”, explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

O medo se intensifica já que 50% dos entrevistados pela pesquisa utilizam o cartão de crédito para fazerem as compras virtuais. Mesmo utilizando esse método de pagamento, que é considerado mais fácil, 54% dos participantes têm medo de ter o cartão clonado.

Como evitar cair nos golpes?

A coordenadora do Procon do Paraná, Cláudia Silvano, postou algumas dicas nas redes sociais para que consumidores não caiam em golpes.

 

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Entre elas:

  • Ao fazer compras online, verifique se o site é idôneo;
  • Tome cuidado com links recebidos através de e-mails, redes sociais, Whatsapp, pois eles podem direcionar o usuário para sites falsos, que roubam dados;
  • Lembre-se de que não existem preços milagrosos. Se o produto estiver com uma promoção muito boa, desconfie.

Já a unidade do Procon de São José dos Pinhais, também no Paraná, faz outras recomendações:

  • Não passe dados pessoais por telefone ou e-mail;
  • Desconfie de notificações, links ou arquivos de boletos enviados por e-mail. Não abra qualquer link antes de confirmar com a empresa;
  • Mantenha programas de antivírus atualizados;
  • Desconfie se o site/mensagem tiver erros de português;
  • Antes de fazer o pagamento de um boleto, verifique  o código bancário e se os três primeiros números do boleto correspondem ao código do banco emissor.

Fontes: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Extra, Prefeitura de São José dos Pinhais eTribuna do Paraná.

Marina Darie
Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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