Mulheres foram as mais demitidas em 2021

Que as mulheres enfrentam grandes desafios no mercado de trabalho, não é novidade para ninguém. Não é difícil encontrar uma profissional que ganha menos do que seus colegas, por ser mulher, que sofra assédios no ambiente empresarial ou que até mesmo tenha que fazer triplas jornadas de trabalho para conseguir cuidar da casa, dos filhos e da carreira. 

Além de todos esses fatores, a pandemia de covid-19 se instaurou pelo mundo em 2020. Com isso, uma grave crise financeira afetou o Brasil e o desemprego subiu.

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Especialmente no caso das mulheres, a taxa de desemprego bateu recorde e ficou em 17,9% no primeiro trimestre de 2021, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Taxa de desemprego entre as mulheres

Entenda a taxa de desemprego entre mulheres no Brasil em 2021
Taxa de desemprego entre mulheres bate recorde no primeiro trimestre de 2021. Veja os dados. (Imagem: Agência Brasil / Divulgação)

A taxa geral de desemprego no país foi de 14,7% durante o primeiro trimestre de 2021. Para os homens, ela foi de 12,2%, o que significa que neste caso a taxa está abaixo da média nacional. No caso das mulheres, o desemprego só vem aumentando, segundo dados da Pnad. Confira:

  • 1º trimestre/2020: 14,5%
  • 4º trimestre/2020: 16,4%
  • 1º trimestre/2021 17,9%

A mulher tem uma rotatividade maior ou uma permanência menor no mercado de trabalho que os homens. Embora ela tenha escolaridade maior, ela tem uma intermitência maior por conta de filhos, dos cuidados com a casa. Enfim, de modo geral, ela está sempre pressionando o mercado de trabalho. A gente não sabe até que ponto, no contexto da pandemia, esse comportamento aumentou ainda mais”, explica Adriana Beringuy, analista da pesquisa.

Adriana também ressalta que, historicamente, os postos mais ocupados pelas mulheres são nos setores de comércio, alojamento e alimentação e serviços domésticos, que foram os que mais tiveram registro de desemprego no último ano de pandemia de covid-19. 

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Perfil dos desempregados no Brasil

Além das mulheres, outras características resumem os desempregados no Brasil. A taxa de desemprego entre os pretos e pardos ela superou a média nacional e resultou em 26,53% e 14,96%, respectivamente.

Já os jovens, de 18 a 24 anos, fazem parte da faixa-etária com os maiores índices de desocupação, com 31%. Veja como está este indicador para outras idades:

  • 25 aos 39 anos: 14,7%;
  • 40 a 59 anos: 9,7%;
  • Mais de 60 anos: 5,7%.

Pessoas com ensino médio incompleto também fazem parte da estatística dos desempregados, em 24,4% dos casos.  

Isso significa que, de uma forma generalizada, mulheres, pretas e com baixa escolaridade representam o maior número de desempregados no país atualmente – algo que não é recente. Dados da Pnad referentes ao quarto trimestre de 2020 mostram o mesmo cenário. 

Mulheres no mercado de trabalho

De acordo com o levantamento “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo: Tendências para Mulheres 2018”, da Organização Internacional do Trabalho, a taxa global de participação das mulheres na força de trabalho ficou 26,5 pontos percentuais menor na comparação com a dos homens em 2018. 

Apesar dos avanços conquistados e dos compromissos assumidos para continuar progredindo, as perspectivas das mulheres no mundo do trabalho ainda estão longe de ser iguais às dos homens (…) Seja sobre acesso ao emprego, desigualdade salarial ou outras formas de discriminação, precisamos fazer mais para reverter essa tendência persistente e inaceitável com a implementação de políticas adaptadas às mulheres, levando em conta também as demandas desiguais que elas enfrentam em relação a responsabilidades domésticas e de cuidados de outros membros da família”, afirmou à época a diretora-geral adjunta de políticas da OIT, Deborah Greenfield.

De acordo com o relatório, o nível de disparidade na taxa de participação das mulheres na força de trabalho varia seguindo o desenvolvimento dos países. Em Estados árabes e no Norte da África, elas são duas vezes maiores do que as dos homens. Já em países desenvolvidos, a diferença é mínima. 

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Fontes: G1 e OIT

 

Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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