Mulheres são mais impactadas pela crise econômica

Diante de um processo histórico as mulheres enfrentam uma série de barreiras que impedem o avanço socioeconômico do grupo perante o desenvolvimento da sociedade como um todo.

Com a chegada da Covid-19 no mundo a situação está piorando cada vez mais, pois houve um reforço significativo em diversos aspectos que envolvem as desigualdades de gênero, principalmente fatores econômicos.

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Trabalho informal

No Brasil é possível observar as consequências diretas e indiretas da pandemia no mercado de trabalho e no rendimento financeiro de mulheres, especialmente de mulheres negras e que vivem em comunidades carentes.

Um estudo realizado com 150 moradoras do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro e em Heliópolis e Jardim Colombo, em São Paulo, apontou que uma alternativa encontrada pela maioria delas foi a adesão aos trabalhos informais.

Apesar dessa realidade fazer parte da vida de 80% das mulheres brasileiras, o impacto foi sentido diretamente por 114,2 mil postos de trabalhos formais ocupados por mulheres que, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, foram fechados em 2020.

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Empreendedoras

Em relação às mulheres que possuíam o próprio negócio, cerca de 1,3 milhão tiveram que fechar as portas, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

Tais medidas foram tomadas, pois as mulheres trabalhavam em setores diretamente impactados pelas medidas de combate ao novo coronavírus, como serviços e comércio que passaram e ainda passam por restrições operacionais.

Trabalho não remunerado

Além disso, as mulheres estão em condições de maior vulnerabilidade socioeconômica e financeira, pois são sobrecarregadas com as jornadas de cuidados e afazeres domésticos, como cuidar dos filhos, da família e da exposição ao vírus com trabalhos informais.

De acordo com uma pesquisa realizada por Gênero e Número e a Sempreviva Organização Feminista, cerca de 50% das mulheres brasileiras passaram a ser responsáveis por atividades de cuidado de crianças e idosos durante a pandemia.

Para além da jornada dupla de trabalho não remunerado, em todo o mundo as mulheres são 70% dos profissionais da área de saúde que estão trabalhando diariamente para evitar o aumento de casos de contaminação e morte pelo vírus.

Retrocesso

Uma pesquisa feita pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, órgão vinculado às Nações Unidas, indicou que a pandemia contribuiu com um retrocesso de 10 anos na participação das mulheres no mercado de trabalho na América Latina.

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Outra pesquisa, desta vez realizada pela Oxfam, mostrou que as mulheres perderam mais de 64 milhões de empregos em todo o mundo em 2020, chegando a 5% da taxa de ocupação.

Desigualdade econômica entre gêneros é reforçada na pandemia

O mesmo instituto ainda afirmou que para este ano a previsão é de que mais 47 milhões de mulheres em todo o mundo se encontrem em situação de pobreza extrema tendo que sobreviver com menos de US$1,90 por dia.

Outro dado importante é que a desigualdade de gênero na economia chegou a 135,6 anos de diferença se comparada a posição dos homens na sociedade, segundo o Fórum Econômico Mundial.

Retomada

Apesar de dados recentes apontarem que 55% das mulheres adultas estão no mercado de trabalho mundial a renda média é de US$11.500, contra 78% dos homens que recebem em média US$21.500 dos homens.

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Com o evidente impacto da pandemia do novo coronavírus no mercado de trabalho é possível afirmar que uma possível recuperação das mulheres nesse cenário será fortemente prejudicada por uma força de trabalho masculina mais qualificada e preparada por não ter sofrido as mesmas consequências.

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Nesse sentido, para que haja uma melhora significativa na redução de desigualdade de gênero no mundo e no Brasil se faz necessária a aplicação de políticas públicas eficientes, ações e medidas inclusivas por parte do setor privado e a educação da sociedade perante o tema.

Fontes: Medicina S/A, Oxfam, Agência Brasil, UOL, Estado de Minas e EY.

Julia é formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e, no momento, atua como redatora para o portal NoDetalhe. Ao longo da carreira, a jornalista tem se especializado em produção de conteúdo otimizado para motores de busca e conversão, além de gerenciamento de mídias sociais e marketing digital.
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