Dia da redenção! Náutico e Central brigam por título pernambucano na Arena

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Uma final inédita e,  até então antes do Campeonato Pernambucano começar,  a mais improvável de ocorrer diante de uma hegemonia vista nas últimas edições. No entanto, Náutico e Central que duelam neste domingo,  às 16h,  na Arena Pernambuco pelo histórico título em 2018, superaram as expectativas e,  dentro de suas realidades chegaram à grande final do estadual com campanhas consistentes e dignas. 

De um lado o Timbu,  que com uma folha salarial bem abaixo do padrão se dividiu entre Copa do Nordeste,  Copa do Brasil e o estadual. Desacreditado,  o time alvirrubro foi uma das equipes que mais contratou na temporada, e com um rodízio de 35 jogadores em paralelo à três competições,  o técnico Roberto Fernandes conseguiu dar liga ao elenco,  tanto que além de finalista e podendo quebrar um tabu de 14 anos sem título,  o Náutico ainda está vivo na Copa do Brasil,  sendo o único representante do estado.

Buscando uma redenção após 98 anos e um grito simbólico de liberdade do interior está a Patativa. Com uma campanha histórica,  o Central só ficou atrás do líder Náutico na primeira fase no critério de gols marcados. Em jogos no Lacerdão, a Patativa passou invicta durante toda a competição, despachando América e Sport no mata-mata.

 Se do lado alvirrubro muito se viu um rodízio de jogadores,  da parte alvinegra notou-se um time base. Apenas 17 jogadores foram utilizados e o torcedor Centralino praticamente sabe de cabeça o time titular.

Com o grupo na mão e uma proposta audaciosa,  mas com pé no chão, o técnico Mauro Fernandes conduziu o time alvinegro  com maestria e experiência já vivida em outras decisões na sua carreira,  tanto que, a tranquilidade se tornou peça chave no vôo da Patativa até à final do Pernambucano.

O jogo deste domingo certamente será franco e aberto.  Mais de 42 mil torcedores são esperados para decisão na Arena, se o cenário da primeira partida se repetir,  o campeão definido nos detalhes. E você acha que o Náutico quebra o jejum? Ou o Central entra para a história como o primeiro campeão interiorano do estado?

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