Open Banking pode aumentar risco de golpes: aprenda a identificar os 5 mais comuns

A segunda etapa de implementação do Open Banking já está ocorrendo no Brasil. Mas apesar das facilidades que proporciona o novo sistema de compartilhamento de dados pessoais e financeiros entre instituições bancárias, é preciso se manter atento para não cair em golpes.

O diretor de Prevenção a Fraudes da FICO para a América Latina, Fabrício Ikeda, alerta para a possibilidade de criminosos se aproveitarem da maior circulação de informações dentro do novo ecossistema e criarem fraudes para roubar os clientes dos bancos.

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Mas existem formas de se prevenir contra fraudes no Open Banking. Veja abaixo quais são os golpes que podem ocorrer no sistema e como se proteger de possíveis armadilhas.

golpes no open banking

Possíveis golpes no Open Banking

Há cinco possíveis golpes que podem ocorrer no Open Banking, devido à maior circulação de informações pessoais e financeiras, segundo o maior portal sobre criptografia e identificação digital do Brasil, o Crypto ID. 

Confira abaixo quais são as possíveis armadilhas e como se proteger de criminosos digitais:

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1 – Oferta de serviços atraentes em sites falsos

O primeiro golpe a se prevenir é o sites falsos ou que imitem instituições financeiras reais. Nestes espaços, os criminosos costumam oferecer serviços atraentes, com poucas taxas ou até nenhuma, além de programas de recompensas e descontos supostamente muito vantajosos.

Então, se você ver algo parecido no Open Banking, não preencha nenhum formulário ou forneça seus dados! Caso você cometa esse erro, estará entregando sua conta bancária de bandeja aos golpistas. 

Para se proteger: desconfie de ofertas e serviços que parecem bons demais para serem verdade. Fique de olho vivo no endereço dos sites que você acessa, prestando atenção às proteções básicas, como o uso do protocolo HTTPS na URL.

2 – Lavagem de dinheiro através de provedores de serviço

Um dos golpes no Open Banking poderá ser a lavagem de dinheiro facilitada através de provedores de serviços. Isso porque a nova tecnologia favorece o uso das chamadas “redes de mulas”, que movimentam e depositam fundos de forma rápida, fugindo do radar da polícia.

Geralmente, os golpistas se aproveitam de beneficiários usados anteriormente. Neste caso, os criminosos assumem o controle direto das contas vinculadas por meio de provedores de serviços e podem até usar um software automatizado, que gerencia todo o processo, em casos de golpes mais sofisticados.

3 – Sistemas falsos de checagem de fraudes

Neste golpe, os criminosos podem configurar um sistema aparentemente válido, que realiza verificações regulatórias e/ou autorizações falsas. Utilizando destes artifícios, os golpistas conseguem fazer com que as operações pareçam legítimas, quebrando essa camada de segurança do Open Banking.

4 – Ataques direitos a provedores de serviços

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Provedores externos nem sempre possuem sistemas de segurança robustos para a proteção de dados, assim como as instituições bancárias tradicionais. Então, é possível que criminosos tentem, cada vez mais, roubar informações privadas de usuários do ecossistema.

Para se proteger: neste caso, os provedores externos processam investir em novas soluções de segurança e se enquadrar, o quanto antes, na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Uma das melhores opções é o uso de inteligência artificial e machine learning – tecnologias que permitem analisar o comportamento de clientes e identificar rapidamente qualquer ação criminosa.

5 – Extração de dados por serviços externos

Os criminosos podem criar prestadores de serviço falsos, que têm como único objetivo roubar informações de clientes. Os dados pessoais e financeiros podem ser usados em operações complexas e que se aproveitam do Open Banking, para apagar rastros com grande velocidade.

Como se proteger de golpes no Open Banking?

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O primeiro passo é escolher somente instituições financeiras e fornecedores de serviço confiáveis, autorizados pelo Banco Central e com bom histórico de atendimento. Além disso, nunca forneça seus dados pessoais ou de contas bancárias fora dos canais oficiais das instituições.

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É importante que você não clique em links suspeitos que chegam por e-mail, muito menos por mensagens de WhatsApp ou qualquer outro meio digital. Desconfie de ligações feitas por números desconhecidos e nunca compartilhe seus dados por telefone.

*Com informações do portal Crypto ID.

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Jornalista formada pela Universidade Luterana do Brasil de Canoas/RS. Repórter, apresentadora, roteirista e redatora, com experiência em rádio, televisão e online.
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