Open Banking foi adiado para 2022 pelo Banco Central: saiba como vai funcionar

O Banco Central (BC) juntamente com o Conselho Monetário Nacional (CMN), adiou mais uma vez o cronograma do Open Banking.

Estava previsto que o banco integraria todos os meios de pagamento até o dia 30 de agosto deste ano, no entanto, essa ação ocorrerá de forma escalonada até 30 de setembro de 2022.

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Confira a seguir como vai funcionar e quais bancos participarão desse sistema.

O que é Open Banking?

Pessoa prestes a tocar em uma tela escrita Open Banking
Open Banking transmitirá informações de clientes bancários (imagem: reprodução/site Computerworld)

O Open Banking se trata de um conjunto de tecnologias e normas que tornará possível o compartilhamento de serviços e dados de clientes entre os bancos por meio da integração de seus sistemas.

Para isso, o banco somente vai compartilhar os dados de seus clientes se eles consentirem a transmissão das informações para outra instituição financeira.

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Além disso, por meio de aplicativos das instituições que possuem conta, os clientes vão poder solicitar ao respectivo banco para que seus dados sejam compartilhados.

Open Banking em outros países

Essa instituição financeira não é exclusividade brasileira. Em 2018 o Reino Unido foi o primeiro a implementar sistema semelhante; já a Austrália, deu início a primeira fase do programa em julho deste ano.

Enquanto a Índia tem dado seus primeiros passos no que diz respeito à criação do Open Banking.

O Brasil prevê que os dados cadastrais utilizados para a abertura de conta em banco sejam compartilhados, são eles:

  • Nome completo;
  • Telefone de contato.
  • CPF/CNPJ;
  • Endereço, entre outros.

Além disso, no caso de empresas, está previsto o compartilhamento de dados transacionais — perfil de consumo, faturamento, capacidade de compra e conta corrente, por exemplo.

No Brasil, como vai funcionar o Open Banking?

De acordo com o Banco Central, o cronograma se encontra dividido em 4 etapas.

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Etapa 1: nessa etapa, que teve início na data 01 de fevereiro, são abertos os canais de atendimento e os serviços e produtos oferecidos, bem como os dados das instituições que estão participando.

Etapa 2: a segunda etapa, que vai começar no dia 15 de julho, mediante a autorização, os clientes poderão compartilhar dados pessoais de cadastro, como nome completo, telefone de contato, CPF/CNPJ e endereço.

Etapa 4: com previsão de início para 30 de agosto, a terceira etapa possibilitará efetuar pagamentos fora do âmbito bancário. Assim, também vai ser possível que os clientes compartilhem o histórico de dados financeiros, além de terem acesso a serviços atrelados a pagamentos.

Etapa 4: na última etapa, que está prevista para iniciar no dia 15 de dezembro, vai ser possível realizar o compartilhamento de serviços e produtos, assim como outros dados.

Quais bancos vão participar?

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Somente poderão participar as instituições financeiras que funcionam sob algum tipo de regulação estabelecida pelo Banco Central.

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Como é o caso dos bancos classificados como S1 (instituições com porte igual ou superior a 10% do PIB) e S2 (instituições com porte entre 1% a 10% do PIB), que estão obrigados a fazerem parte do Open Banking.

Assim, as seguintes instituições financeiras participarão do sistema:

  • Banco do Brasil;
  • Bradesco;
  • Itaú;
  • Caixa Econômica Federal;
  • BNDES;
  • Santander;
  • Credit;
  • Citibank;
  • Suisse.

As instituições financeiras destinadas a pagamentos, como o Mercado Pago, Pic Pay, Nubank, etc., terão a opção de escolher se querem ou não participar do novo ecossistema. Os demais bancos vão ter adesão voluntária ao Open Banking.

Benefícios do Open Banking para os consumidores

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No mundo, diversos países estudam maneiras de implementar o Open Banking, uma vez que não há um único modelo desse sistema.

Porém, é possível mencionar as vantagens particulares desse sistema:

  • Maior autonomia e liberdade para os clientes – diferentemente de outras instituições, o Open Banking não prende os clientes ao sistema.
  • Menor custo – as APIs (sistemas de pagamentos online) proporcionam um sistema mais integrado, resultando em processos ágeis e baratos.
  • Aumento quanto ao quesito competição – pelo fato de reduzir a barreira de entrada para novos produtos e serviços, o sistema cria um ambiente com mais opções para o consumidor, tornando-o mais competitivo.

Fora essas vantagens, existem pontos de atenção relacionados à segurança das informações que o Open Banking proporciona ao usuário.

Veja também: Banco Central revela que 81,8% do mercado de crédito foi financiado por somente 5 bancos em 2020

Estudante do curso de Jornalismo pela UFES. Dono de uma mente inquieta e curiosa. Além disso, é amante de leitura e apaixonado por música.
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