Open Banking vai aumentar mercado de crédito em 30%

A interrupção do sistema bancário brasileiro, do qual está sendo feito por meio da criação de novas tecnologias, está sendo a primeira de muitas ações para reduzir o nível de concentração desse setor dentro do Brasil, onde no momento 5 dos maiores bancos possuem uma fatia maior que 80% dentro do mercado.

Indo além do PIX, do qual já está sendo muito usado pela população brasileira, algumas ferramentas novas, como é o caso da duplicata eletrônica, do cadastro positivo e no momento, o Open Banking, do qual tem data de lançamento para o mês que vem, possuem a chance de aumentar ainda mais a quantidade de crédito no país.

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Conforme alguns cálculos do mercado, de acordo com dados da Outline, há a previsão de um aumento de 30% na quantidade de volume de empréstimos e financiamentos que são cedidos.

Porém, do contrário do PIX, esses avanços vão acontecer de maneira gradual. O setor está começando algumas grandes transformações e uma maior revolução no crédito, sendo uma das áreas mais escassas dentro do sistema financeiro nacional.

Open Banking vai aumentar mercado de crédito em 30%
Open Banking vai aumentar mercado de crédito em 30%. Fonte: Reprodução/InfoMoney.

No Brasil, o crédito possui a representação de 64% do PIB – Produto Interno Bruno -, enquanto na China, esse valor é de 165%, no Japão, 175% e por fim, nos EUA, 191%.

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Ou seja, há uma grande quantidade de mercado do qual ainda precisa ser explorado.

Open Banking: como funciona?

O principal fator que pode gerar mudanças mais interessantes dentro do mercado é o Open Banking, do qual já é utilizado em várias partes do mundo.

De início, ele é um compartilhamento de informações por entre as instituições financeiras, sendo que com seu uso, qualquer banco ou fintech pode ter acesso ao histórico do cliente, como a vida financeira e hábitos de consumo, o que pode aumentar o valor de crédito para a população.

Ou seja, ele é um banco aberto ou um sistema financeiro, do qual dá maior controle de seus dados, além de compartilhar os mesmos com as demais empresas, obtendo assim as melhores opções ou pacotes de serviços e produtos oferecidos.

Sendo assim, todas essas instituições financeiras que são autorizadas pelo Banco Central, vão ter um tipo de camada tecnológica padrão, o que vai facilitar e simplificar o intercâmbio de dados.

Essa tecnologia é chamada de API – Application Programming Interface -, da qual possuem alguns padrões de programação de apps, de sites ou demais plataformas de internet.

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Assim, se o cliente permitir, ele pode pedir com que o banco faça o compartilhamento das informações com outras empresas e instituições.

Como funciona além da teoria?

Ao mudar de uma instituição bancária para outra, é comum que você não tenha acesso a suas movimentações e demais benefícios que conquistou ao ser cliente daquela marca em específico.

Por meio da instalação do Open Banking, isso tende a acabar, visto que ele tem como principal traço a facilidade da portabilidade por entre as instituições que aderirem ao mesmo.

Dessa maneira, ao fazer a mudança de empresa/banco, tudo o que está atrelado ao seu perfil será levado para a nova companhia, sendo assim, você terá acesso a demais serviços e produtos que sejam correspondentes ao seu perfil de maneira compacta.

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Esse sistema já está sendo usado em países como a Austrália e a Índia, sendo que o primeiro a usá-lo foi o Reino Unido, investindo no mesmo desde 2018.

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Os dados que podem ser compartilhados sempre com a aprovação do cliente, são:

  • Os dados pessoais como nome, CPF, CNPJ, telefone, endereço entre outros;
  • Os dados transacionais como informações sobre renda, faturamento (no caso de empresas), perfil de consumo, capacidade de compra, conta corrente e demais;
  • E por fim, dados sobre produtos e serviços que são utilizados, como é o caso de empréstimo pessoal, financiamento, etc.

Quais são as vantagens do programa?

A principal vantagem do Open Banking é muito simples: o cliente possui suas informações e pode escolher com quais serão as instituições que deseja compartilhar as mesmas, o que facilita a encontrar o produto que deseja.

Essa atuação vai muito além dos empréstimos, mas também para funções mais simples que a empresa pode oferecer.

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Não há apenas um modelo único do Open Banking, sendo que cada país faz o seu de acordo com a maneira que mais acha condizente com a sua realidade e a do local que está sendo instalado.

Fonte: Outline, UOL, Serasa e iDinheiro.

Jornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.

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