Órgãos públicos precisam economizar entre 10% a 20% de energia por determinação do governo federal

O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto, na última quarta-feira (25), que determina a redução do consumo de energia elétrica nos meses de setembro de 2021 a abril de 2022.

Até então, a redução deve ser de 10% a 20% por parte da administração direta, autárquica e fundacional.

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Bolsonaro quer fazer racionamento de energia. Foto: Marcos Corrêa/ PR

Redução de energia

É importante saber que a medida não vale para as estatais, conforme informação divulgada pela Secretária-Geral da Presidência da República, mas o decreto ainda não foi publicado no Diário Oficial da União.

Vale saber que essa medida foi tomada como parte das medidas decorrentes da crise hídrica, que ameaça o fornecimento de energia no país.

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Regras

O decreto estabelece várias recomendações que visam contribuir com a redução do consumo de energia elétrica.

Os ares-condicionados deverão ser programados para não menos do que 24ºC e os computadores deverão ser programados para entrarem em modo de espera quando o usuário se afastar do equipamento.

Além disso, deverá haver redução de iluminação de corredores e garagens. As licitações deverão ter medidas para se obter equipamentos de maior eficiência energética.

A nota enviada pela Secretária-Geral da Presidência da República diz que com essas medidas o governo federal pretende reduzir o consumo de energia elétrica no seu âmbito interno.

O decreto estabelece também a criação de Comissão Interna de Conservação de Energia (Cice) em cada órgão ou entidade.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a administração pública direta e indireta possui atualmente 22 mil edificações próprias e 1.400 imóveis alugados.

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Entre esses imóveis estão escolas, escritórios, hospitais e universidades, o que corresponde a uma parcela considerável do gasto total de energia no país.

Por meio do decreto, o Governo Federal se une ao esforço realizado pela sociedade na tomada de medidas de redução do consumo de energia elétrica, necessárias para o enfrentamento da situação hidroenergética desfavorável”, disse a pasta.

Crise energética

Vale saber que essas medidas determinadas pelo presidente são uma tentativa do governo de enfrentar essa crise energética que é considerada a mais grave. O Brasil já passa por ela há 91 anos.

A situação é tão crítica que o governo já avalia divulgar um novo reajuste da bandeira vermelha, tarifa extra utilizada para diminuir o consumo de energia.

Se está medida for adotada, é importante lembrar que a medida impactará a inflação que já está acelerada.

Bento Albuquerque e o racionamento de energia

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O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque afirmou que o governo não trabalha com a hipótese de racionamento de energia.

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Esta declaração foi dada durante apresentação de medidas de enfrentamento à crise energética que vêm sendo adotadas nos últimos meses.

De acordo com o ministro, as ações que têm sido colocadas em práticas, como ativação de termelétricas, programa voluntário de economia pela indústria e incentivo de redução de consumo para o setor público, são suficientes para evitar o racionamento.

Não trabalhamos com essa hipótese. Isso tem que ficar muito claro. É importante dizer, dentro dessa transformação toda pela qual o setor vem passando, entre 2021 e 2022 nós vamos agregar 16.000 km de linhas de transmissão. Isso significa 10% do que temos hoje. Isso potencializa muito a segurança. Vamos agregar ao sistema 15.000 MW de capacidade instalada de geração de energia. Isso significa 8% da atual capacidade instalada no país, que é de 185 mil MW. Isso mostra a robustez do setor elétrico brasileiro para enfrentar situações adversas, como estamos enfrentando”, disse Albuquerque, conforme nota divulgada pelo site Poder 360.

O ministro afirmou que o país atravessa a pior crise hídrica dos últimos 91 anos, mas que esse problema não está só no Brasil.

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Há 2 meses, eu estive em cadeia nacional, alertando a sociedade sobre essa situação. E não é uma questão apenas do Brasil. Temos diversos outros países com problemas semelhantes”, finalizou.

Fonte: Poder 360 

Bruna Santos
Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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