Pequenas empresas retomam confiança na economia

O setor das micro e pequenas sinalizou pelo 3° mês consecutivo um aumento na confiança e no faturamento, de acordo com a Sondagem de Micro e Pequenas Empresas realizada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas).

O Índice de Confiança do setor subiu 2,4 pontos em junho, atingindo 95,9 pontos, o maior nível desde 2020. O novo percentual é o primeiro sinal de melhoria da situação econômica do setor, já que até maio de 2021 os dados estavam indo de mal a pior. Inclusive, em março tinham chegado ao pior patamar desde a recessão econômica de 2014.

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Em junho,  o índice de confiança apresentou um valor ainda superior ao crescimento do setor, o que demonstra que as empresas estão mais esperançosas em relação ao futuro. Entretanto, ainda não têm as boas perspectivas compradas em aumento de faturamento.

Para alguns setores do mercado o otimismo é maior que outros. Segundo a pesquisa:

  • Comércio: subiu 1v,3 pontos
  • Indústria:  subiu 3,2 pontos
  • Vestuário: recuou 7 pontos
  • Serviços:  subiu 5,3 pontos
  • Informação e Comunicação: subiu 7,1 pontos

Outros dados que confirmam a retomada de fôlego entre as pequenas empresas é o percentual de contratação de mão de obra que, pela primeira vez desde 2020 saiu do saldo negativo. As micro empresas, por exemplo, foram responsáveis pela criação de 182 mil novos postos de trabalho assalariados.

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O presidente do Sebrae, Carlos Melles, comenta na divulgação da pesquisa os fatores que influenciaram na melhoria:

O avanço da campanha de vacinação, que trouxe melhora nos indicadores da pandemia, combinado com o auxílio emergencial e a MP do BEm ajudaram a melhorar a situação econômica e provocaram nos índices de situação atual um forte aumento. Também houve um avanço na expectativa de contratação de mão de obra para os próximos meses por parte dos empreendedores, analisa.

Também teve influência nos novos índices:

  • O avanço da vacinação contra covid-19;
  • Pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial;
  • Intensificação de programas de manutenção de emprego;
  • Concessão de empréstimos  e crédito facilitado para pequenas empresas como o Pronampe;
  • A redução das medidas restritivas;
Aumento do Índice de Confiança de Pequenas Empresas
Aumento do Índice de Confiança de Pequenas Empresas | Imagem: Canva

Aumento do índice de confiança do consumidor

Não é só entre os empresários que a confiança está maior na economia. Entre os consumidores também. Apesar de 70% da população estar endividada e recebendo menos do que um salário mínimo, o aumento a adesão por crédito e empréstimos está dando conta de restaurar o otimismo dos brasileiros.

Na última pesquisa do Índice de Confiança do Consumidor realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em junho de 2021, o aumento foi de 4,3 pontos.

Quanto maior a faixa de renda, maior a confiança na economia. Para os consumidores com maior poder aquisitivo, com renda mensal acima de R$ 9.600, a pontuação é de 89,9. Já entre os brasileiros com renda mais baixa, que recebem até R$ 2.100 o índice apontou 74,1 pontos.

Conforme o estudo o fator que mais influenciou no ganho de otimismo é a maior disponibilidade para comprar. Em junho, houve aumento de 11,1 pontos para 64,6 pontos  – o maior nível desde novembro de 2020.

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A Coordenadora das Sondagens, Viviane Seda Bittencourt, explica a situação:

Sob a ótica das famílias, a percepção é de melhora da situação atual e também das perspectivas futuras. Pela primeira vez desde julho do ano passado, a intenção de compras de bens duráveis avança de forma mais expressiva, o que parece relacionado a um maior otimismo em relação ao mercado de trabalho nos próximos meses, ainda que existam diferenças entre as faixas de renda, comentou em entrevista em nota anexada ao estudo.

Apesar das melhorias, o índice de confiança do consumidor ainda não é grande o suficiente a ponto de recuperar os percentuais pré-pandemia. Por exemplo, entre 2018 e 2020 o valor médio do indicador foi de 82,7 pontos.

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Fonte: Administradores, FGV

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.
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