Pequenas indústrias tem menos acesso a crédito e empréstimo

Com a chegada da pandemia do coronavírus em terras brasileiras, muitos problemas financeiros acabaram sendo causados para demais empresas, principalmente aquelas classificadas como pequenas indústrias.

Você sabia que essas são as que menos possuem acesso ao crédito e também a empréstimo? Veja aqui mais sobre o porque isso acontece, quais são as principais causas, os cuidados necessários e muito mais.





Continue lendo e fique por dentro dessa e de demais questões.

Pequenas indústrias tem menos acesso a crédito e empréstimo

Pequenas indústrias tem menos acesso a crédito e empréstimo
Pequenas indústrias tem menos acesso a crédito e empréstimo. Foto: Reprodução/Jornal Contábeis.

Os donos de pequenos negócios dentro do setor de indústria, são aqueles que estão com as piores avaliações de obtenção de empréstimo dentro de nosso país.

Conforme pesquisa realizada pela Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, da qual foi feita pelo SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, em conjunto com a FGV – Fundação Getúlio Vargas, chega-se a conclusão de que:





Mesmo com a melhora do acesso ao crédito, são mais ou menos 33% dos donos de micro e de pequenas empresas que consideram o grau de exigência para concessão ou renovação de empréstimos bancários como alto, sendo 57,3% como moderado e 10% deles, acreditam ser baixo.

Diante dessa razão, para o SEBRAE, é interessante que aconteça o desenvolvimento de políticas públicas que possam facilitar o uso dessas garantias, como é o caso do recém lançado PRONAMPE – Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas -, do qual voltou a vigorar nesse mês.

Saiba mais sobre o Pronampe

O programa foi criado no ano passado para conseguir ajudar as micro e pequenas empresas que foram afetadas pela pandemia do covid-19.

Ele acabou se tornando permanente no ano de 2021, porém, o volume do qual poderia ser emprestado possui ligação direta de quanto é disponibilizado pelo FGO – Fundo Garantidor de Operações -, que faz a cobertura de eventuais calotes dos tomadores de empréstimos.

É interessante destacar que dentro dos dez primeiros dias de funcionamento, o programa já executou o empréstimo de 40% dos recursos existentes.

Enquanto isso, os empreendedores do setor de serviços, mesmo que seja um dos mais afetados pela pandemia, com a maior parte do seu faturamento comprometido, verificam que por meio desse acesso ao crédito, é algo mais positivo.





Conforme o SEBRAE, para cerca de 25% deles, as exigências costumam ser bem mais altas, enquanto 14,6% deles consideram baixas. Para o número de 59,8% são exigência dentro do normal ou previsto.

Já no caso do comércio, para 75,7% desses empresários, as exigências são consideradas como normais, o que dentro da visão do SEBRAE, pode estar diretamente atrelado ao uso dos montantes menores mais comuns, assim como a capital de giro.

Como funciona o Pronampe?

Não são todas as empresas das quais podem participar do programa, apenas aquelas que estão dentro dos pré-requisitos necessários.

Dessa maneira, veja mais abaixo sobre essas informações antes de tentar dar a entrada no processo para obter esse crédito:

  • Microempresas das quais tenham um faturamento anual de até R$360 mil;
  • Empresas de pequeno porte que possuem um faturamento anual entre R$360 mil e R$4,8 milhões por ano;
  • E por fim, as empresas abertas até o ano de 2019 ou nos anos anteriores. Se a micro ou pequena empresa foi aberta no ano de 2020 não poderá receber o Pronampe.

‍Como funciona essa forma de crédito?



É importante destacar que existem outras regras mais específicas sobre esse crédito, que são:



  • A possibilidade de empréstimo de até 30% do faturamento do ano 2019;
  • O limite de crédito de até R$108 mil para microempresas e de R$1,4 milhão para empresas de pequeno porte.
  • As empresas de até 1 ano de atividade tem o limite de crédito de 50% do capital social;
  • E por fim, a taxa de juros aplicada é a Selic.

É importante destacar que se o negócio em questão tiver acesso a esse crédito empresarial, entre o período em que é feita a solicitação e o 60º dia depois do recebimento da última parcela, é preciso estar atento a algumas regras interessantes.

A primeira delas é de que é necessário manter o número de funcionários igual ou maior do que aos do dia 19 de maio, data em que foi criada a lei relacionada.

Outra regra importante é de se ter uma garantia pessoal do valor do empréstimo + o valor dos juros. Em outras palavras, caso você tenha uma empresa com menos de um ano, a garantia é maior ainda, obtendo até 150% dos valores mais juros.





Fonte: Agência Brasil.

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Jornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.

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