Preço da carne vai diminuir no Brasil em setembro e outubro

O aumento no preço da carne foi o que mais assustou os consumidores neste ano e este é um dos alimentos que mais pesa no orçamento familiar.

Em Porto Alegre, por exemplo, o custo da cesta básica chegou a R$ 656,92 em agosto e seu aumento só não foi maior que o açúcar. As informações são do Departamento Intersindical de Estatística e estudos Socioeconômicos (Dieese).

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Preço da carne assustou brasileiros. Foto: Istock
Preço da carne assustou brasileiros. Foto: Istock

Preço da carne assustou brasileiro

O preço da carne, neste ano, ficou 17,79% mais caro, conforme o Dieese. Já no acumulado de 12 meses, a alta é de 35,21%.

De acordo com a Emater, se for considerado o quilo do boi vivo, o aumento é ainda maior. Em agosto de 2020 era de R$ 7,62 e, na última semana do mês, passou para R$ 10,64, uma lata de quase 40%. Vale saber que o preço da carne reduziu, já que julho estava em R$ 11,20.

Com tantas altas no preço da carne, vale saber que o consumo dos brasileiros diminuiu e o perfil do churrasco típico gaúcho também mudou.

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Paleta por picanha

O dono da banca San remo, no Mercado Público de Porto Alegre, o açougueiro Valdir Sauer, em entrevista para o G1, contou que o preço da carne afastou mais o público se comparado com o período da pandemia.

Mesmo com a retomada das atividades e a volta da circulação de pessoas, Sauer revela que a maior procura é pelos cortes menos nobres e em quantidade menores.

Esta semana, a carne voltou a baixar, mas o preço está assustando. O pessoal está com dificuldade, o dinheiro está curto. Alguns pegam menos quantidade, outros uma carne mais acessível”, afirmou.

Ele conta que os consumidores, em sua maioria, não pedem filé ou picanha. Entre os cortes mais pedidos para quem fará churrasco são costela, maminha e vazio. A dica que ele dá para quem fará um tradicional churrasco é selecionar uma paleta sem osso para assar.

A paleta se divide em várias partes: uma mais para carne de panela e outra para o churrasco. Pro churrasco é a paleta do sete (conhecida como shoulder steak ou raquete). Tem uma camada de gordura e não seca tanto”, explicou ao G1.

Peixes e frutos do mar

Pela primeira vez, deste que o programa social da Cease foi criado, em 2003, este mês ele distribuiu peixes e frutos-do-mar para, cerca de, 70 instituições assistenciais cadastradas no Prato Para Todos.

A doação é fruto de parceria com o programa Mesa Brasil, do Sesc/ RS, em ações para combater a fome.

Vale saber que a Ceasa, sociedade de economia mista vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, não faz doação de carne de gado. No entanto, ela faz o repasse de pescados apreendidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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Ao todo, foram doados 1.980 kg de anchovas e pescada e 1.350 kg de camarões para associações comunitárias, creches e asilos.

Essa distribuição reforçou o kit de frutas, legumes e verduras doados pelos permissionários semanalmente, conforme o presidente da Ceasa, Ailton dos Santos Machados, disse ao G1.

Quero destacar a importância das proteínas, vitaminas e minerais presentes nos peixes e nos frutos do mar distribuídos. É um complemento e tanto”.

Preço da carne pode cair no Brasil

O preço do boi registrou queda nas principais regiões produtoras do Brasil, na primeira quinzena de setembro.

O analista das Safras & Mercado, Fernando Iglesias, explicou para o canal Rural, que a baixa nos preços está relacionado com o caso atípico de mal da vaca registrado em dois estados brasileiros recentemente.

Após a confirmação desses dois casos, a China suspendeu as exportações de carne bovina no Brasil. Isso gerou um caos para o mercado, fazendo com que os preços caíssem em São Paulo e no Centro-Oeste”, contou.

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De acordo com o analista, esse volume que não está sendo exportado é represado no país e acende um alerta para o setor.

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Estima-se que há 130 mil toneladas de carne parada em câmaras frias e portos. É um volume relativamente grande e há toda uma preocupação logística se isso acabará entrando no mercado interno. Se isso acontecer, os preços da carne vão desabar e ficará ainda mais difícil para os frigoríficos segurarem os preços”, finalizou.

Fonte G1 e Canal Rural 

Bruna Santos
Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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